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Índice de mortes violentas aumenta em 6 Estados brasileiros

Os dados são referentes ao ano de 2023 e foram divulgados no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Os Estados com mais mortes violentas são Amapá, Mato Grosso, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas | Foto: Maxim Hopman/Unsplash
Os Estados com mais mortes violentas são Amapá, Mato Grosso, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas | Foto: Maxim Hopman/Unsplash

O Brasil registrou 46.328 mortes violentas intencionais em 2023, O valor indica uma queda de 3,4% em relação ao ano anterior, o menor número desde 2011. No entanto, seis Estados contrariaram a tendência e registraram aumento em crimes violentos.

Os dados são do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira, 18. As estatísticas incluem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por “intervenção policial”.

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O Estado do Amapá lidera o aumento, com 39,8%, seguido por Mato Grosso (8,1%), Pernambuco (6,2%), Mato Grosso do Sul (6,2%), Minas Gerais (3,7%) e Alagoas (1,4%).

As mortes violentas vêm diminuindo desde 2017, que registrou 64.079 vítimas. Entre 2022 e 2023, a queda foi mais acentuada em comparação ao período anterior, que teve redução de 0,7%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o relatório, crimes contra mulheres, minorias raciais e pessoas da comunidade LGBT bateram recordes. O crime de estelionato, que inclui golpes on-line, consolidou-se como o principal crime patrimonial, com uma vítima a cada 16 segundos.

Perfil das mortes violentas e distribuição geográfica

Casos de Estupro ultrapassam os 80 mil | Foto: Gabriel Benois/Unsplash
Além das mortes, casos de estupro ultrapassaram a marca de 80 mil | Foto: Gabriel Benois/Unsplash

O perfil das vítimas permanece inalterado: homens (90,2%), negros (78%), jovens de até 29 anos (49,4%), principalmente mortos por armas de fogo (73,6%) em vias públicas (56,5%).

Dezoito Estados apresentaram taxas de morte superiores à média nacional. Santana (AP), Maranguape (CE) e Eunápolis (BA) lideraram o crescimento. Santana, que saltou da 31ª para a primeira posição, registrou 72 homicídios, um latrocínio e 27 mortes por ações policiais.

A violência em Santana é atribuída a disputas de facções pelo porto e à atuação policial. Em Maranguape, a atuação da facção Massa Carcerária, associada ao PCC, contribuiu para o aumento de 85,7% nas mortes violentas, totalizando 78 em 2023.

A segurança para mulheres piorou, com 83.988 registros de estupro, sendo a maioria de vulneráveis. Casos de racismo, agora registrados em todas as unidades federativas, somaram 11.610, enquanto injúrias raciais atingiram 13.897.

Estelionatos e furtos de celulares

Estelionatos foram frequentes, com uma vítima a cada 16 segundos. Houve uma queda em roubos de pedestres, comércios, residências, carga, veículos e celulares, mas furtos de celulares bateram recorde, com 494,2 mil casos.

Os furtos de celulares ocorrem mais aos fins de semana, em horários de pouco movimento, especialmente entre 10h e 11h e 15h e 20h. Entre as 50 cidades com maiores taxas de roubo e furto de celular, 15 estão em São Paulo.

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