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Ibama cobra explicações da Petrobras depois de vazamento de fluido

O instituto, responsável pela fiscalização, solicitou que a estatal marque uma reunião para esclarecer o acidente

Viatura do Ibama
Agentes do Ibama | Foto: Divulgação/Ibama

Preocupações ambientais em torno do bloco 59 da bacia Foz do Amazonas ganharam destaque depois do vazamento de fluido durante perfuração realizada pela Petrobras. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização, solicitou que a estatal marque uma reunião para esclarecer o acidente, além de detalhar as ações preventivas adotadas contra novos incidentes.

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Em documento enviado na quarta-feira 7, o Ibama citou “grande preocupação já manifestada […] acerca dos riscos e potenciais impactos da atividade” no local, cobrando explicações formais da Petrobras. O órgão ambiental exigiu informações técnicas sobre a ocorrência e pediu apresentação de medidas corretivas.

Vazamento interrompe operação e gera cobranças por explicações

No domingo 4, a perfuração foi suspensa pela Petrobras depois de detectar o vazamento a 2,7 mil metros de profundidade. O fluido envolvido na operação, segundo os dados, escapou por duas linhas auxiliares e não se tratou de petróleo.

O Ibama segue analisando o episódio, que pode resultar em multa. O navio sonda ainda não atingiu a camada de óleo, permanecendo na fase intermediária do trabalho. A coordenação de licenciamento do instituto solicitou um relatório detalhado sobre as causas do vazamento, volume e composição do material despejado.

Divergências sobre volume e contexto político

A Petrobras estimou inicialmente quase 15 mil litros do produto lançado no mar, mas informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) um total um pouco acima de 18 mil litros, conforme registro em ata da última reunião do órgão regulador. A ANP condicionou a retomada da perfuração a uma explicação detalhada sobre o acidente.

A permissão para perfurar na Foz do Amazonas foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025, depois de anos de discussões. O projeto de exploração dividiu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu críticas de ambientalistas e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e foi defendido pelo Ministério de Minas e Energia, por integrantes da base aliada, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e pelo próprio petista.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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