A Região Metropolitana de São Paulo registra 30.582 imóveis sem energia elétrica na manhã desta terça-feira, 16, segundo dados da Enel. O problema persiste seis dias depois do vendaval que atingiu a rede elétrica.
São Paulo lidera o número de imóveis sem luz, com 23.204 unidades afetadas. Em seguida aparecem Cotia (1.196) e Osasco (938). A Enel não informou previsão para a retomada total do fornecimento. A empresa afirmou que seguirá com os trabalhos de recuperação da rede, priorizando as áreas mais afetadas.
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O Procon-SP aplicou multa de R$ 14,3 milhões à Enel por “falhas graves e estruturais” na prestação do serviço. A concessionária havia prometido normalizar o fornecimento até o domingo 14, mas não cumpriu o prazo. A Justiça de São Paulo determinou o restabelecimento em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora, com prazos menores para serviços essenciais.
A Enel atribui os problemas aos ventos intensos de um ciclone extratropical. Disse ter mobilizado 1,8 mil equipes e afirmou que 3,1 milhões de clientes já tiveram o serviço restabelecido.
Governo de São Paulo critica Enel: ‘Incapacidade técnica, operacional e gerencial’

Em nota divulgada na segunda-feira 15, o governo estadual de São Paulo criticou a concessionária Enel, responsável pelo fornecimento de energia na região metropolitana. O Estado afirmou que os paulistas “não podem continuar reféns” de um serviço essencial prestado de forma inadequada e cobrou do governo federal rigor diante das falhas recorrentes da empresa.
De acordo com a gestão estadual, as interrupções prolongadas evidenciam “incapacidade técnica, operacional e gerencial” da concessionária e criticou o modelo federal de avaliação da qualidade do serviço. O Palácio dos Bandeirantes também afirmou ver com “especial preocupação” a possibilidade de prorrogação da concessão por mais 30 anos.
“A medida representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária”, diz a nota do governo de São Paulo.
Segundo o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de moradores ficaram seis e sete dias consecutivos sem energia, com efeitos sobre famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos.
O governo afirma ainda que seis dos sete Planos de Resultados avaliados de 2020 a 2023 foram reprovados e que a empresa acumulou mais de R$ 400 milhões em multas nos últimos sete anos, sem melhora efetiva na qualidade do serviço.
A gestão paulista diz atuar por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, com fiscalização permanente, identificação de gargalos, aplicação de penalidades e envio de relatórios à Aneel. Os documentos, segundo o Estado de São Paulo, incluem registros fotográficos que indicam precarização da rede e insuficiência de investimentos.





































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