Funcionários técnico-administrativos da Universidade de São Paulo (USP) realizam uma paralisação nesta terça-feira, 31. O movimento contesta a proposta de bonificação voltada apenas aos professores da instituição. O Conselho Universitário vota a medida a partir das 14h.
Os trabalhadores classificam a iniciativa como “elitista”. Segundo a categoria, a reitoria negligencia as pautas dos funcionários enquanto oferece benefícios aos docentes. O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) exige um reajuste fixo de R$ 1,2 mil nos salários e a recomposição de 14,5% referente às perdas inflacionárias desde 2012.
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“Queremos tratamento isonômico entre funcionários e professores”, diz nota do Sintusp. “Não podemos aceitar R$ 4,5 mil para eles e nada para nós e para o restante da comunidade universitária.”
Proposta de reajuste para professores da USP
A proposta do reitor, Aluisio Segurado, cria a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace). O projeto prevê o pagamento mensal de R$ 4,5 mil por até 24 meses para professores em regime de dedicação integral. O benefício contempla quem realizar atividades extras, como ministrar aulas em outros idiomas ou cursos de extensão.
A Gace deve custar R$ 238,44 milhões anuais aos cofres da universidade. Para viabilizar o gasto, a reitoria propõe alterar as regras de controle financeiro, vigentes desde 2017. A minuta enviada ao Conselho sugere retirar pagamentos eventuais e indenizações do cálculo oficial da folha de pagamento.
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Atualmente, esses valores compõem o índice de comprometimento da receita com despesa de pessoal. A nova regra reduz artificialmente esse porcentual e permite a abertura de espaço no orçamento para novas despesas.





































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