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Fuga em Mossoró: investigadores suspeitam que bandidos tiveram ajuda externa

Criminosos escaparam do presídio federal pelo teto, que não tinha sistema de proteção

Os dois fugitivos usaram uma barra de ferro retirada da própria cela para escavar o buraco da luminária por onde conseguiram escapar | Foto: Divulgação/PFMOS

Investigadores suspeitam que os dois presos que fugiram do presidío federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, tiveram ajuda externa para escapar. Isso também teria motivado o cerco da última quarta-feira, 21, na cidade de Baraúna, a 314 km da capital.

Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, conhecido como “Tatu”, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, apelidado de “Deisinho”, fugiram da prisão federal em 14 de fevereiro. Ambos os fugitivos são do Comando Vermelho (CV). Eles estão na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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Na última quarta-feira, 21, uma pessoa foi encaminhada para prestar depoimento na Polícia Federal, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Mas ainda não há detalhes se ela estaria envolvida na possível ajuda aos criminosos.

Criminosos fugiram do presídio federal de Mossoró pelo teto, que não tinha sistema de proteção

Fugitivos estão na lista de procurados da Interpol | Foto: Reprodução/Interpol/via g1

Nesta quinta-feira, 22, a busca pelos dois fugitivos completa nove dias. As equipes trabalham num raio de 15 km com empenho de todas as forças de segurança federais e estaduais. Parte da região de Baraúna está incluída no perímetro.

Os policiais têm enfrentado diferentes dificuldades na busca, como a procura em cavernas e matas, animais peçonhentos e chuvas. Novos policiais estão chegando à região: são cerca de 500 agentes que trabalham na operação, segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Na última segunda-feira, 19, Lewandowski autorizou a ajuda de mais cem homens da Força Nacional na operação. Uma portaria de quarta-feira autorizou o uso da Força Penal Nacional na penitenciária.

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Os dois fugitivos usaram uma barra de ferro retirada da própria cela para escavar o buraco da luminária por onde conseguiram escapar. Eles entraram num shaft (espaço ao lado das celas que serve para a manutenção do presídio) e alcançaram o teto, que não tinha grade, laje nem outro sistema de proteção.

Lewandowski disse que o presídio federal de Mossoró estava passando por uma reforma interna, com operários e ferramentas, que possivelmente estavam espalhadas, ao alcance dos bandidos.

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