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Filha de PM morta espera pensão enquanto acusado mantém salário

Menina de 7 anos aguarda pagamento previsto em lei; oficial investigado pelo feminicídio foi transferido para a reserva com vencimentos integrais

Tenente-coronel circulou em cena do crime depois da morte de PM em SP
A soldado da PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a policial em São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

A filha da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro, aguarda o pagamento da pensão por morte prevista para dependentes de servidores públicos. A menina tem 7 anos e possui direito ao benefício até completar a maioridade.

A família protocolou o pedido em 6 de março junto ao Instituto São Paulo Previdência, responsável pela gestão previdenciária dos servidores estaduais.

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Segundo documentos obtidos pelo portal g1, o primeiro pagamento está previsto para 8 de abril. Gisele ocupava o cargo de soldado da PM e serviu na corporação durante 12 anos. A legislação prevê que o valor da pensão considere o tempo de contribuição do servidor.

O advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, estima que a criança receberá cerca de 1,5 salário mínimo, aproximadamente R$ 2.500 mensais.

Acusado foi aposentado pela PM

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pelo feminicídio da policial, foi transferido para a reserva pela PM. O próprio oficial solicitou a aposentadoria.

A portaria de inatividade reconheceu o direito do militar à aposentadoria proporcional por idade com vencimentos integrais.

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Em fevereiro, o salário bruto do oficial chegou a R$ 28,9 mil, segundo dados do Portal da Transparência. Cálculos indicam que o benefício deve ficar próximo de R$ 21 mil mensais.

O advogado da família afirma que a rapidez da aposentadoria contrasta com o tempo necessário para liberar a pensão da filha da vítima. Ele classificou a situação como uma “discrepância enorme”.

Investigação do caso

A Justiça Militar determinou a prisão preventiva do tenente-coronel em 18 de março. O oficial permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes. A Polícia Civil encontrou indícios que contestam a versão inicial apresentada pelo militar. Ele afirmou que a esposa teria tirado a própria vida.

Investigadores identificaram sinais de manipulação de provas, incluindo mensagens apagadas do celular da vítima minutos depois da morte.

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Colegas da soldado também relataram episódios anteriores de agressões e comportamento controlador dentro do quartel.

A defesa do oficial nega o crime e afirma que ele colaborou com as investigações.

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