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Falência: Livraria Cultura vai recorrer, mas editoras já recolhem livros

O pedido de recuperação judicial foi apresentado em 2018. Na época, a dívida era de R$ 285,4 milhões

A Livraria Cultura declarou ter quase R$ 300 milhões em dívidas | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste
A Livraria Cultura declarou ter quase R$ 300 milhões em dívidas | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Um dia depois de a Justiça decretar a falência da Livraria Cultura, algumas editoras começaram a recolher os livros na sede da empresa que fica no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo. Conforme reportagem da Folha de S.Paulo, o receio das editoras é que, se as lojas forem lacradas, elas tenham dificuldades em reaver seus estoques.

Com isso, na sexta-feira 10, o cenário na principal unidade da Cultura era de várias prateleiras vazias e caixas de livros espalhadas pelo local. Apesar do cenário, os vendedores da loja afirmaram que os livros que estavam nas estantes continuavam disponíveis para compra, sem data definida para encerramento.

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Atualmente, além da loja do Conjunto Nacional, a Cultura tem apenas mais uma unidade, em Porto Alegre.

O anúncio da falência aconteceu na quinta-feira 9, e foi decretada pelo juiz Ralpho Waldo De Barros Monteiro Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Na sentença, o magistrado afirmou que, apesar de reconhecer a importância da Livraria Cultura, o grupo não conseguiu superar sua crise econômica. Segundo o juiz, o plano de recuperação judicial vinha sendo descumprido e a prestação de informações no processo vinha sendo feita de modo incompleto.

O que diz a Livraria Cultura

O CEO da Livraria Cultura, Sérgio Herz, afirmou que a empresa vai recorrer da decisão da Justiça. “Foi tudo uma surpresa”, disse. “Eu confio totalmente na recuperação judicial da empresa. Estamos crescendo”, continuou.

De acordo com o CEO, comparado a janeiro do ano passado, a loja do Conjunto Nacional cresceu 60%, e a de Porto Alegre, 15%. “É um resultado bom”, resumiu Herz.

Recuperação judicial

O pedido de recuperação judicial foi apresentado em 2018, depois de uma crise que se estendia. Na ocasião, a Livraria Cultura declarou ter R$ 285,4 milhões em dívidas.

Com a decretação da falência, a administradora judicial fica em tese liberada para lacrar as lojas da empresa. Depois, os ativos da empresa são inventariados e, em seguida, leiloados para pagar os credores. Se a companhia recorrer, a Justiça pode suspender esse processo.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    É uma pena que não tem volta.
    Aculturar-se não interessa ao PT. Não irão fazer nada senão encher os bolsos de outra forma.

  2. Alice Gouvêa Alves da Silva
    Alice Gouvêa Alves da Silva

    Muita tristeza….mesmo se o governo quisesse ajudar, ele não irá ajudar…eis aí uma grande ajuda que poderia fazer.

  3. Zenildo Cunha
    Zenildo Cunha

    Nossa cultura é anitta kkkkkkk….
    Salve se quem puder!!!!
    Os valores foram investidos e perdidos….

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