A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu um passo decisivo para habilitar o Gripen ao uso operacional. Nesta quinta-feira, 27, o caça lançou pela primeira vez o míssil Meteor, avaliado em R$ 12,4 milhões, durante um exercício realizado na costa do Rio Grande do Norte. O disparo integrou a reta final da campanha de certificação de armamentos.
“O lançamento permitiu verificar o desempenho conjunto do Gripen e do Meteor em condições reais de emprego, algo essencial para consolidar o uso do armamento de longo alcance pela FAB”, afirmou o comandante da Base Aérea de Natal, brigadeiro Breno Diogenes Gonçalves.
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O jato ainda passará por uma avaliação do canhão de 27 mm em área marítima próxima ao Rio de Janeiro. Essa fase se soma aos testes de reabastecimento em voo com o KC-390 concluídos no começo do mês. A meta é liberar o Gripen para atuar em cenários reais em 2026.
Ensaios, frota e impacto no cronograma
O lançamento ocorreu no exercício BVR-X, iniciado em Natal no dia 17. O Meteor, usado pela primeira vez em território brasileiro, acertou um drone Mirach 100/5, que simulou manobras de um avião subsônico. A FAB não divulgou detalhes táticos, como distância exata ou altitude.
Considerado o mais avançado de sua categoria na região, o Meteor combina combustível sólido e motor ramjet para alcançar velocidades até quatro vezes maiores que a do som. O Gripen pode transportar até sete unidades. Dados internacionais de transferência de armamentos indicam uma compra brasileira de cem mísseis, estimada em € 200 milhões.
O programa de caças prevê 36 aeronaves contratadas em 2014, das quais 11 já foram entregues. O cronograma, que previa conclusão em 2023, foi empurrado para 2032. O primeiro aparelho montado na Embraer deve ser apresentado neste ano. Para evitar lacunas na aviação de combate, a FAB negocia a aquisição de até 12 Gripen C/D usados pela Suécia. A operação enfrenta obstáculos: alta demanda internacional e necessidade sueca de manter sua própria vigilância aérea.
Além do Meteor, o Brasil também opera o Iris-T, míssil de curto alcance guiado por sensor infravermelho. O preço de mercado gira em torno de € 380 mil por unidade, mas a FAB não informa quantidades nem valores pagos.
Com o sucesso do teste, o conjunto de armas do Gripen avança para o padrão necessário às missões planejadas. A Força vê ganho expressivo de alcance e precisão no emprego dos novos equipamentos.
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Tem combustível para os Gripens decolarem ???