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Ex-cabo da Rota é investigado por suspeita de vazar informações ao PCC

Militar da inteligência é apontado como principal alvo de inquérito sobre repasse de informações sigilosas a traficantes ligados à facção

ROTA POLÍCIA MILITAR
O ex-cabo é acusado de proteger os negócios e os interesses de criminosos | Foto: Reprodução/Instagram/@rota_bta

Um ex-cabo das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar (PM) paulista, virou o principal alvo de uma investigação sobre vazamento de informações sigilosas de operações para narcotraficantes ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A PM recebeu denúncias de que o militar seria o maior responsável por repassar informações sobre ações policiais à facção criminosa, segundo o portal UOL. O nome dele não foi divulgado até o momento.

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O ex-cabo da Rota é acusado de proteger os negócios e os interesses dos criminosos e de participar de festas na casa de integrantes do PCC em uma cidade do interior paulista.

Segundo a denúncia, os narcotraficantes mortos Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, Cláudio Marcos de Almeida, o Django, e Sílvio Luiz Ferreira, o Cebola, que está foragido, foram beneficiados com o vazamento.

Os três criminosos integravam o quadro societário da empresa de ônibus UPBus, na zona leste da cidade de São Paulo, alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Em decorrência das denúncias, a Polícia Militar desligou o cabo da agência de inteligência, transferiu-o para outro departamento | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Ex-cabo continua na ativa, mas deixa a Rota

Em decorrência das denúncias, a PM paulista desligou o cabo da agência de inteligência, transferiu-o para outro departamento e proibiu sua circulação no quartel da Rota.

A Justiça Militar determinou a abertura de um novo Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar se o cabo foi responsável por repassar ao PCC, mediante pagamento de R$ 5 milhões, conforme indica áudio com a conversa entre um informante, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um policial penal e PMs no quartel da Rota. Além dele, outros seis militares também são alvos da apuração.

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Um IPM anterior, instaurado em outubro de 2024, chegou a investigar o mesmo grupo, mas foi arquivado. Na ocasião, o cabo e os demais policiais, todos ligados ao setor de inteligência da Rota, eram os principais investigados. Um deles está preso no Presídio Militar Romão Gomes.

A reunião com o informante ocorreu em 6 de outubro de 2021, sob condução de Gakiya. Um policial penal de confiança do promotor acompanhou o encontro, assim como agentes da Rota.

Apurações do Ministério Público de São Paulo e da Corregedoria da Polícia Militar mostram que o PCC pagou R$ 5 milhões para obter o conteúdo do áudio. O vazamento comprometeu operações e impediu a prisão de traficantes e lideranças da organização criminosa. Até o momento, não há identificação de quem recebeu o valor.

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