A Enel, responsável pela distribuição de energia na capital paulista e na região metropolitana, manifestou-se depois de ter a concessão ameaçada.
Depois do apagão recente em São Paulo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou um processo que pode resultar no fim da concessão de distribuição de energia no Estado.
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O blecaute da última semana afetou cerca de 2,3 milhões de imóveis, como consequência de ventos que chegaram a quase 100 km/h e provocaram a queda de centenas de árvores.
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no sábado 13, determinou o restabelecimento imediato da energia em hospitais e outros serviços essenciais, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora e prazo de 12 horas para os demais imóveis afetados.
Nesta terça-feira, o governador Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram a intenção de iniciar o processo regulatório para a caducidade da concessão da Enel.
A demora na solução levou Tarcísio e Nunes a solicitar intervenção federal na concessionária, cujo contrato vai até 2028, e o governo Lula discutiu antecipadamente sua renovação.
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Enel pede “avaliação ampla”
Em nota divulgada nesta quarta-feira, 17, a Enel pediu a realização de uma “avaliação ampla para enfrentar de forma estrutural os desafios relacionados ao fornecimento de energia em uma cidade densamente populosa como São Paulo”.
A empresa reclamou das “mudanças climáticas” e de “eventos meteorológicos extremos” que têm impactado São Paulo e sugeriu “investimentos maciços em redes resilientes e digitalizadas, além da implantação, em larga escala, de uma rede de distribuição subterrânea”.
“Essa medida requer um plano estruturado e coordenado com as autoridades públicas, definindo as modalidades mais apropriadas para uma remuneração adequada desse investimento”, diz um trecho da nota. “A empresa está disposta a realizar esses investimentos como parte de uma estratégia compartilhada com todas as instituições envolvidas.”
Empresa destaca investimentos
Em outro trecho da nota, a Enel ressaltou que “desde que assumiu a concessão, em 2018, até 2024, a companhia investiu mais de R$ 10 bilhões em São Paulo”.
“Para o período de 2025 a 2027, a distribuidora aprovou um plano de investimentos recorde, atualmente em execução, no valor de R$ 10,4 bilhões”, completou a empresa. “A partir de 2024, a Enel também reforçou seu plano operacional e ampliou a força de trabalho na área de concessão com a contratação de cerca de 1.600 novos profissionais para serviços operacionais.”
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De acordo com a Enel, “como resposta ao evento de 10 de dezembro, a distribuidora dedicou prontamente todos os seus esforços e recursos para atender os consumidores afetados pelo intenso ciclone extratropical que atingiu a área de concessão”.
A empresa citou a mobilização de até 1.800 equipes para resolver o problema.
“A distribuidora confirma o cumprimento integral dos indicadores regulatórios, tendo apresentado avanços consistentes em todos os índices relacionados à qualidade do serviço, conforme comprovado pelas fiscalizações recentemente realizadas pela agência reguladora”, afirmou a Enel.









































A ENEL já demonstrou sua incompetência e incapacidade em vários eventos anteriores. Toda essa explanação por investimentos e de quantas equipes atenderam prontamente a cidade é balela. Tem que perder a concessão mesmo.