Uma mudança no traçado da BR-226 permitirá que a mineradora canadense Aura avance no projeto de exploração de ouro em Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte. A empresa, que estima operar a mina Borborema por 20 anos e cinco meses, prevê uma receita líquida aproximada de US$ 3 bilhões. As informações são do portal UOL.
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O valor projetado, contudo, depende das oscilações do mercado. O ouro vem registrando altas históricas em meio a tensões no Oriente Médio e busca de proteção patrimonial.
Detalhes da obra e impacto na BR-226
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o novo traçado da BR-226 vai desviar 5,3 km do percurso original. Vai abranger duas linhas de fibra óptica e uma de energia. O segmento alternativo terá 6 km de extensão. O Dnit destacou que o custo integral da obra será assumido pela Aura, responsável pela elaboração, execução e manutenção do novo trecho.

A alteração só será efetivada depois da finalização e liberação total do novo segmento, para evitar prejuízos ao tráfego local, conforme informou o Dnit ao UOL. O acordo de cooperação técnica está em fase de assinatura. O começo das obras está previsto para 14 de abril, com conclusão estimada para 30 de maio de 2027, totalizando 14 meses de trabalho e escavação de 327,8 mil m³.
Características do projeto Borborema na exploração de ouro
O empreendimento Borborema compreende três concessões de lavra para ouro em uma área de 29 km², com mina a céu aberto que alcança até 300 metros de profundidade. A taxa média de recuperação metalúrgica chega a 92%. De cada 100 gramas de minério, 92 viram produto final.
O depósito de ouro está situado no cinturão Seridó, que abrange seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. Relatório de 2025 mostra que a Aura já extraiu quase 200 mil onças do local.
Leia mais: “A exploração do pau-brasil preservou a Mata Atlântica”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 267 da Revista Oeste
A presença do ouro na região de Currais Novos remonta à década de 1940, com extração intensificada entre os anos 1970 e 1980 pela empresa Xapetuba, que encerrou as operações em razão da crise e da escassez de água. Para a nova fase de exploração, será necessário novo licenciamento ambiental, pois o processo pode gerar ruídos, poeira e vibrações provenientes do uso de explosivos.








































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