O clima de tensão em torno do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes se intensificou nesta terça-feira, 16. Na saída do velório, que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL), agradeceu a oferta de ajuda da Polícia Federal (PF), mas recusou formalmente a participação do órgão nas investigações.
Diante da gravidade e da repercussão do caso, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, aproveitou para colocar a PF à disposição do governo paulista. Derrite, no entanto, foi categórico ao declarar que a apuração ficará sob responsabilidade exclusiva da Polícia Civil paulista.
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Derrite: “O Estado tem capacidade plena”
“O Estado tem plena capacidade de dar uma resposta imediata. Em poucas horas já conseguimos identificar um dos suspeitos. Vamos seguir nessa linha até alcançar todos os envolvidos”, afirmou o secretário, em tom firme. Ao seu lado estavam colegas de farda e parlamentares que acompanharam a cerimônia fúnebre.
Apesar de afastar a participação direta da PF, Derrite deixou aberta a possibilidade de receber informações que possam auxiliar no inquérito. “Se houver dados que possam contribuir, serão bem-vindos. Mas a condução da investigação será da nossa polícia. Nosso compromisso é com a prisão dos criminosos, não com vaidades institucionais.”
Leia também: “Na contramão da segurança”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 286 da Revista Oeste
A recusa ao apoio federal ocorre em um momento em que vários setores da sociedade questionam o esforço do governo de Lula da Silva no combate ao crime organizado. A gestão petista, inclusive, recebe acusações de manter relações muito próximas com líderes suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas.
Derrite, por sua vez, aposta na atuação das equipes especializadas da Polícia Civil para mostrar que São Paulo é capaz de reagir sem depender de instâncias externas. A seu favor estão, por exemplo, estatísticas que colocam seis municípios paulistas no ranking das dez cidades mais seguras do Brasil, conforme o indicador MySide, que se baseia em dados do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Muito faz quem não atrapalha
Desejamos sucesso Derrite. Seu sucesso é nosso. Prá cima deles. O problema é que depois, podem soltar quem vocês prenderem. Mas é: “se” vocês prenderem
A Polícia Federal, ou guarda pessoal do Alexandre de Moraes, só serviria para atrapalhar as investigações e proteger os membros do PCC. O Derrite faz muito bem em dispensar a “ajuda” deles. Ah, e Lewandovsky, vai se f…!
A polícia federal pra investigar ?? Kkk deveria era cuidar das fronteiras para não deixar tanta drogas e armas entrarem no Brasil e aí vem esse ancião meter o bedelho
Boa, Derrite. Vai que quem chega pra investigar é a “PF confiável”.
Polícia federal envolvida significa proteção aos assassinos, o Adelio é prova disso, desde que se tornou uma milícia perdeu totalmente sua credibilidade.
Ajuda da PF? Para quê? Eles podem muito bem utilizar sua capacidade investigativa para esclarecer a sociedade sobre o caso “Adélio Bispo”… ou talvez pedir à polícia paulista de ajudá-los a esclarecer.
… digo, “para ajudá-los…”
Perdeu uma ótima oportunidade de saber que o Bolsonaro iria ser acusado como mandante de mais um crime. Se a PF entrasse nessa investigação a conclusão seria exatamente essa.
Parabéns Derrite, apesar de bons PF mas hoje está difícil aceitar ajuda dessa corporação , sou mais Polícia de São Paulo.