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Delegado revela detalhes do crime que matou alunos de escola em Cambé (PR)

Ex-aluno de colégio onde o crime ocorreu matou dois estudantes

escola cambé
Fachada do Colégio Estadual Professora Helena Kolody | Foto: Reprodução

Fernando Amarantino Ribeiro, delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, afirmou que o ex-aluno do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, de 21 anos, responsável por matar dois estudantes da escola em Cambé (PR), planejou o crime por quatro anos.

“Ele comprou o revólver há um tempo considerável”, disse Ribeiro, ao mencionar que o assassino esteve no local 30 dias antes de praticar o atentado. “Também comprou a machadinha em 10 de junho.” Ontem, o ex-aluno pediu à escola para pegar documentos. Ao entrar na instituição, dirigiu-se a outros estudantes e atingiu dois deles com disparos na cabeça.

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ataque escola
Fachada do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé (PR), onde dois estudantes foram baleados | Foto: Reprodução

Segundo a família do criminoso, ele sofre de esquizofrenia e estava em tratamento. Além disso, supostamente teria sido vítima de bullying, durante o período em que estudou no colégio.

O criminoso frequentou o colégio por pelo menos sete anos e saiu em 2014. “O objetivo dele era atacar jovens que tivessem essa faixa etária, porque, na cabeça dele, estaria retaliando aquele sofrimento”, observou o delegado.

Ribeiro anunciou já ter ouvido seis testemunhas. Outros familiares e profissionais que acompanham o assassino deverão prestar depoimento nos próximos dias.

Leia também: “Os crimes nas escolas e os oportunistas do caos”, reportagem publicada na Edição 160 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Christian
    Christian

    Na minha época, muitos alunos passavam po bullying (Inclusive eu) e não tinha tiroteio nem desejo de vingança.
    A gente descia no recreio ou na saída do colégio e resovia isto no braço.
    O bulling tem dois culpados : O que faz e o que recebe e não vai às forras na hora.
    Típico de gente sem o mínimo de inteligência, medrosa, síndrome do mea-culpa, mimimis etc..

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Do jeito que andam as coisas, qualquer um poderá entrar nesses estabelecimentos até com arma antitanque. Não existe revista nenhuma então continuarão esses incidentes, até tomarem providências efetivas.

  3. Marcos Giovane Rutsatz
    Marcos Giovane Rutsatz

    Já comentei este assunto por ocasião da tragédia ocorrida em Blumenau – SC – e defendo a ideia de não divulgação deste tipo de ocorrência.
    Entendo e respeito o trabalho dos jornalistas, sobretudo da Revista Oeste que assino e acompanho diariamente, porém, infelizmente, muitos se inspiram nestes atos e praticam em momento posterior.

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