A Defesa Civil do Estado de São Paulo ampliou nesta terça-feira, 10, para 45 o número de municípios em Estado de atenção por causa do risco de deslizamentos de terra. O solo saturado, resultado do grande volume de chuva registrado nos últimos três dias, aumentou a instabilidade em encostas e áreas mapeadas como vulneráveis. Técnicos do governo de SP decidiram a mudança de nível com base nos protocolos do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil.
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O plano estabelece quatro níveis operacionais: observação, atenção, alerta e alerta máximo. O estágio de atenção exige que as prefeituras intensifiquem as vistorias de campo e mantenham vigilância redobrada. As equipes municipais devem monitorar as condições do solo de forma ininterrupta e reforçar as ações de conscientização com moradores. Caso os critérios técnicos indiquem o agravamento do cenário, os municípios podem propor a elevação do nível de emergência.
Protocolos de segurança e orientações para SP
Os moradores de áreas de risco precisam observar sinais de instabilidade nas residências e no terreno. A Defesa Civil orienta a população a abandonar o local imediatamente se identificar rachaduras no solo, trincas em paredes, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas. Em situações de risco iminente, o cidadão deve acionar o socorro pelo telefone 199.
O monitoramento contínuo das condições meteorológicas permite que o órgão antecipe riscos e proteja vidas. A lista de cidades sob vigilância inclui a capital paulista e municípios da região metropolitana, como Mairiporã e Franco da Rocha. O estado de atenção também atinge estâncias turísticas, como Campos do Jordão, e cidades do litoral norte, a exemplo de São Sebastião e Ubatuba.
A lista da Defesa Civil abrange diversas regiões do Estado. Na Grande São Paulo, cidades como Francisco Morato e Santana de Parnaíba enfrentam o alerta. No litoral, Bertioga e Guarujá também integram o grupo. No interior, a vigilância atinge polos como Campinas, Jundiaí e São José dos Campos. A saturação do solo permanece como o principal fator de preocupação para os geólogos, que monitoram a continuidade das chuvas isoladas ao longo da semana.
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