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Coronavírus — Brasil, Política

Hospitais de campanha serão desativados no RJ

Secretário estadual de Saúde admite que três unidades prometidas pelo governo nem chegaram a ser inauguradas

Alex Bousquet - hospitais de campanha - secretário de saúde do estado do rio de janeiro
Hospitais de campanha do Rio de Janeiro serão desativados nos próximos dias | Foto: REPRODUÇÃO/ZOOM

Secretário estadual de Saúde admite que três unidades prometidas pelo governo nem chegaram a ser inauguradas

Alex Bousquet - hospitais de campanha - secretário de saúde do estado do rio de janeiro
Hospitais de campanha do Rio de Janeiro serão desativados nos próximos dias | Foto: REPRODUÇÃO/ZOOM

Instalados na região conhecida como Baixada Fluminense, os hospitais de campanha de Duque de Caxias e Nova Iguaçu serão desativados ao decorrer dos próximos dias. O mesmo ocorrerá com a estrutura montada em Nova Friburgo, que nem chegou a ser inaugurada. Foi o que anunciou nesta segunda-feira, 27, o secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet.

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“Essa semana vamos fechar o nosso relatório, mas ele caminha fortemente para o fechamento desses hospitais. Vamos anunciar a medida e a data ainda essa semana”, afirmou Bousquet. O secretário de Saúde divulgou o fechamento dos hospitais de campanha espalhados pelo Estado ao conversar com integrantes de comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Bousquet admitiu ainda que, além da unidade planejada para Nova Friburgo, ao menos outros dois hospitais de campanha nem foram entregues pelo governo fluminense: Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes. Em meio à pandemia, o Executivo do Rio de Janeiro contratou o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para conduzir os projetos. O secretário lembrou, contudo, que a organização contratada recebeu R$ 256 milhões, dos R$ 770 milhões previstos inicialmente.

Mais fechamentos

De acordo com Alex Bousquet, os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo também estão com os dias contados. Nesse sentido, ele tentou explicar que as desativações já estavam planejadas. “O planejamento já incluía início, meio e fim. Os serviços foram contratados por um prazo temporário e estamos próximo finalizar as atividades nas unidades de apoio como um todo”.

“Deixa claro como o dinheiro público foi gasto de forma leviana”

No entanto, o deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB) não viu planejamento nas instalações. Para o parlamentar, o governo realizou gastos de forma equivocada na área da saúde — e em plena época de pandemia de covid-19. “As condições eram as mais precárias possíveis. E agora recebemos a informação de que as mesmas serão fechadas. Isso deixa claro como o dinheiro público foi gasto de forma leviana”, reclamou.

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