O Corinthians pediu que Memphis Depay deixe o Rosewood São Paulo, um dos hotéis mais luxuosos do país. O clube, com o argumento de contenção de gastos, apelou, com isso, para um reajuste do que havia sido combinado na chegada do jogador.
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A decisão ocorre em meio ao esforço da diretoria para reduzir despesas. Mas não compensa os impactos financeiros provocados pelas constantes trocas de comando técnico.
Depay chegou ao Corinthians em setembro do ano passado, contratado ainda na gestão de Augusto Melo, e rapidamente se tornou um dos principais nomes da equipe. Desde então, disputou 57 partidas, marcou 16 gols e foi peça importante na conquista do Campeonato Paulista deste ano. Seu contrato vai até 20 de junho de 2026.
O pedido para que ele deixe o Rosewood recai sobre uma estrutura deficitária, cuja dívida ultrapassa os R$ 2,5 bilhões. O hotel, inaugurado em 2021, é considerado o 24º melhor do mundo e só fica atrás do Copacabana Palace no Brasil.
São 181 quartos e suítes, seis restaurantes e bares, piscina, spa, academia com personal trainer, serviço de mordomo e um acervo de 450 obras de arte contemporânea. As diárias variam de R$ 4 mil a R$ 30 mil.
Depay e ex-treinadores do Corinthians
A mudança de Depay, porém, não é o principal peso no orçamento. Um desgaste financeiro mais forte recai sobre os ex-treinadores.
Só com a demissão de Ramón Díaz, em abril, o Corinthians teve de pagar entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões em multas rescisórias envolvendo o treinador e toda sua comissão, que tinha contrato até dezembro de 2025.
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É mais um valor que se soma às indenizações recentes: cerca de R$ 1,6 milhão pela saída de António Oliveira, em junho do ano passado, e cerca de R$ 12 milhões na rescisão de Mano Menezes, em fevereiro de 2024.
Com a recorrência dessas trocas, o clube tenta cortar gastos em outras frentes, e a moradia de Depay entrou no pacote de ajustes. Nem o fato de Depay ser uma atração, capaz de gerar interesse, público e novas receitas, está sendo levado em conta.
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