À medida que o primeiro turno do Campeonato Brasileiro (Brasileirão) se aproxima do fim, os dados deixam de ser apenas indícios. Eles começam a apontar tendências sólidas.
Na base da tabela, o cenário é previsível: clubes com elencos mais curtos, estrutura limitada e gestões frágeis vão se digladiar até o último minuto para escapar da degola.
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Já no topo, algumas ilusões vão sendo abandonadas à medida que os jogos se acumulam e as limitações ficam expostas.
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É o caso do Cruzeiro. Derrotado pelo Ceará nesta última rodada, o time mineiro perdeu não apenas a liderança do campeonato. Perdeu também parte do fôlego, do encanto, e, possivelmente, da convicção de que pode brigar até o fim pelo título.
Mais do que a tabela, são os números projetados pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais que revelam o novo retrato da competição.
As chances de Flamengo e Palmeiras no Brasileirão
Segundo os estudiosos mineiros, a chance de título, hoje, se apresenta da seguinte forma:
- Flamengo: 41%;
- Palmeiras: 27,5%;
- Cruzeiro: 13,4%; e
- Bahia: 8,5%.
O dado mais simbólico talvez seja o seguinte: enquanto Cruzeiro já disputou 17 partidas, o Flamengo tem 16 jogos cumpridos e Palmeiras apenas 15.
Ou seja, os dois gigantes já lideram a projeção matemática e tendem a se isolar ainda mais com o calendário em dia. Além disso, ambos vêm reforçando seus elencos com a agressividade típica de quem sabe onde quer chegar (e quanto custa vencer no Brasil).
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A conclusão é inevitável: salvo acidente de percurso, o título brasileiro será decidido cabeça a cabeça entre Flamengo e Palmeiras. A questão é maior do que a pontuação atual.
Trata-se da consolidação de um modelo de concentração de forças, cada vez mais evidente, em que poucos clubes disputam de fato os títulos.
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