A ofensiva realizada na terça-feira 28, em áreas do Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, teve foco em conter o avanço territorial do Comando Vermelho e capturar membros de alto escalão dessa facção criminosa. A iniciativa contou com participação da Secretaria de Segurança Pública e do governo estadual, além de equipes do Ministério Público estadual.
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A ação terminou com 113 pessoas presas, 121 mortos, e apreensão de 118 armas. Entre os alvos principais estavam lideranças como “Doca” e outros nomes que conseguiram evitar a prisão.
Líderes do Comando Vermelho seguem foragidos
Segundo documentos do Ministério Público do Rio de Janeiro, a lista de procurados incluía Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, chefe do tráfico no Morro do São Simão, em Queimados (RJ), informa a CNN Brasil. Natural de Caiçara (PB), “Doca” figura entre os principais líderes do grupo e, depois de escapar, passou a ter recompensa de R$ 100 mil por informações sobre seu paradeiro.

Outro foragido é Luciano Martiniano da Silva, chamado de “Pezão”, “Pé” ou “Amendoim”, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Alemão. Ele teria assumido o comando da comunidade depois de receber ordens de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Fernandinho Beira-Mar para eliminar o antigo chefe, Antônio de Souza Ferreira, o “Tota”, em 2008.

Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, o “Abelha”, também está entre os mais procurados e seria um dos principais articuladores do tráfico, com planos de ampliar o controle sobre a Rocinha e outras comunidades. Ele possui mandados de prisão por tráfico e homicídio e é natural do Estado do Rio de Janeiro.

Pedro Paulo Guedes, conhecido como “Pedro Bala”, é apontado como líder das “Tropa do Urso” e do tráfico no Comando Vermelho. Ele responde a mandados por tráfico e dois homicídios, sendo natural do Rio de Janeiro.

Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, chamado de “BW” ou “BMW”, também são considerados lideranças do Comando Vermelho. “Gardenal” nasceu no Rio de Janeiro, enquanto “BMW” é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis publicada na Edição 294 da Revista Oeste
Esses cartazes não deveriam estar espalhados pelo país para maior efetividade?