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Comando Vermelho já é maior que exércitos de países vizinhos, revela relatório

Com 30 mil membros ativos, facção supera efetivos de Uruguai e Paraguai

Comando Vermelho deflagra rebelião em presídio | Foto: Carlos Moraes/Estadão Conteúdo
Comando Vermelho deflagra rebelião em presídio | Foto: Carlos Moraes/Estadão Conteúdo

O Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do Brasil, reúne hoje cerca de 30 mil integrantes, número superior ao efetivo militar de países como Uruguai e Paraguai. As informações constam em relatório da organização InSight Crime, publicado originalmente em 2020 e atualizado neste ano.

De acordo com levantamento do International Institute for Strategic Studies (IISS) de 2025, o Uruguai tem aproximadamente 21 mil militares ativos, enquanto o Paraguai possui cerca de 14 mil. O contingente do CV, portanto, já ultrapassa os exércitos regulares de ambos os países.

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Segundo o relatório, o Comando Vermelho mantém controle de metade do território do Rio de Janeiro e presença ativa em rotas internacionais do tráfico de drogas. A facção disputa espaço com o Terceiro Comando Puro e com milícias.

Atualmente, o grupo mantém presença em todas as regiões do Brasil, com forte influência nas prisões e nas favelas do Estado do Rio. O estudo descreve a facção como “uma ameaça nacional e transnacional”, com ramificações que ultrapassam o território brasileiro.

Megaoperação combate o Comando Vermelho no Rio

Na última terça-feira, 28, uma megaoperação policial no Rio deixou 121 mortos e 113 presos nos complexos do Alemão e da Penha, redutos históricos do CV. A Operação Contenção mobilizou cerca de 2,5 mil policiais e cumpriu aproximadamente 100 mandados de prisão. A ação se tornou a mais letal da história do país e superou o episódio do Carandiru, em 1992.

Entre os resultados, foram presas 113 pessoas em flagrante e apreendidas mais de 118 armas, das quais 91 eram fuzis, além de cerca de uma tonelada de drogas. Um dos detidos foi Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, considerado o braço direito do líder Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, que segue foragido.

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A operação foi resultado de mais de um ano de investigações e teve como meta conter a expansão territorial da facção e desarticular sua estrutura de comando. Durante a ação, houve intensos confrontos armados, uso de drones, bloqueios de ruas e barricadas erguidas por criminosos.

O governo estadual classificou a ação como um êxito estratégico. Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, a operação foi “o maior baque que o Comando Vermelho em toda a sua história já tomou” desde sua fundação.

Leia também: “Vigiando a polícia e soltando o bandido”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 236 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    AGORA É SÓ O SUPREMO ESTENDE A ADPF DAS FAVELAS. PARA A BAHIA,CEARA,PERNAMBUCO QUE VAMOS TER UM EXERCITO MAIOR DO QUE O AMERICANO! KKKKKK

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