publicidade
Brasil

Com greve de professores, universidades federais divergem sobre cancelamento de calendário acadêmico

Servidores estão insatisfeitos com aumento de salário proposto pelo governo Lula

Universidades federais divergem sobre postura diante da greve de professores
A Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) é uma das aderidas à greve | Foto: Wikimedia Commons/Lukaskk

Depois de 64 dias de greve de professores, as universidades federais encontram impasses com o calendário acadêmico de 2024. Enquanto algumas instituições suspendem a agenda e admitem encerrar o calendário previsto para este ano somente em 2025, outras planejam retorno e enfrentam debates internos. 

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) consultou as 54 universidades em greve, no início de junho, e indagou sobre a possibilidade de suspensão do calendário acadêmico. 

Receba nossas atualizações

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, um grupo formado por, entre outras instituições, Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU) resolveu cancelar seu planejamento deste ano. 

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

No entanto, outro grupo, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por exemplo, resolveu continuar as atividades previstas. Alunos e professores da instituição paraibana protestaram contra a resolução do reitor, Valdiney Gouveia. 

Também existem aquelas que ainda estão em debate interno. Nessas, a deliberação sobre o ano letivo não tem data prevista para sair. Há ainda o caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que já não está mais em greve desde o dia 10 e admitiu a conclusão do calendário deste ano para fevereiro de 2025. 

A greve 

sindicatos de universidades divergem sobre greve
Greve nas universidades e em campi de institutos federais começou no dia 15 de abril | Foto: Rodrigo Pozzebom/Agência Brasil

Professores de universidades, centros de educação tecnológica e institutos federais de todas as cinco regiões do país iniciaram a greve em 15 de abril.

Leia mais: “Greve de universidades e institutos federais não era necessária, diz ministro da Educação”, notícia publicada no site de Oeste

Eles demandam, além da recomposição salarial, investimentos nas instituições. Mesas de negociação — com a participação do MEC e do ministério responsável pelos serviços públicos — têm sido realizadas de lá para cá. Todas as propostas para encerrar a greve foram rejeitadas pelos educadores.

O Ministério da Educação (MEC) informa que os servidores pedem um aumento de 3,69% para agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% para maio de 2026. O governo, porém, oferece 9% para janeiro de 2025 e 3,5% para maio de 2026. O MEC afirma não haver condições de o governo melhorar a proposta.

Leia também:

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade