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Cisalhamento: entenda o que fez prédio ser evacuado no litoral de SP

A Defesa Civil do Estado de São Paulo descartou risco de queda do edifício

Cisalhamento
Os moradores do prédio de 23 andares tiveram de retirar todos os carros da garagem | Foto: Reprodução/Twitter/X

Um prédio em Praia Grande, no litoral sul paulista, teve de ser evacuado às pressas na tarde desta terça-feira, 13. O motivo, segundo o Corpo de Bombeiros, foi um “cisalhamento de três pilares”. 

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Cisalhamento significa cortar ou causar deformação em uma superfície. Isso acontece a partir de uma tensão provocada por uma carga maior de força. 

No caso do prédio de Praia Grande, três colunas estariam recebendo uma carga maior do que de fato aguentam. Nesse caso, houve um “cisalhamento de três pilares”. 

A construtora responsável pelo edifício já começou as obras emergenciais, com o escoramento das colunas. 

Os moradores do prédio de 23 andares tiveram de retirar todos os carros da garagem. As caixas-d’água foram esvaziadas para reduzir a pressão e aliviar o peso. 

Leia também: “Prédio residencial é evacuado no litoral de SP depois de colapso na estrutura”

Leia mais: “Praia Grande (SP): Defesa Civil descarta risco de queda de prédio”

“Nos próximos dias haverá novas vistorias para verificação de uma obra definitiva”, explicou o tenente Maxwell de Souza, da Defesa Civil do Estado de São Paulo, ao canal de TV CNN Brasil. “Isso tudo será gerido pela Secretaria de Urbanismo do município de Praia Grande.”

Vídeos mostram o prédio inclinado

Nas imagens que foram compartilhadas nas redes sociais, é possível ver o prédio inclinado para a frente, em direção à Avenida Jorge Hagge, no bairro Aviação. Até o momento, não há previsão de liberação do imóvel. 

A Defesa Civil, no entanto, descartou o risco de queda do prédio. “Ao longo das últimas horas, não houve novos abalos”, disse Maxwell. “Nenhum novo dano em outra estrutura, em outra coluna. Então, é uma situação segura.”

Leia também: “Temporal em SP: desmoronamento, casas interditadas e risco de prédio desabar”

Em ação emergencial, a construtora responsável pelo prédio colocou várias estacas de ferro na garagem. Elas foram fixadas do chão ao teto, para auxiliar na sustentação do edifício.

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4 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    A foto mostra um esmagamento no pilar, indicando um esforço de compressão além do permitido pela seção transversal da estrutura. Parte do concreto foi moído, a armadura, originalmente reta, está encurvada para fora indicando um “encurtamento” no pilar. O cisalhamento é um corte transversal, como o causado por um esforço tipo “tesoura”, que seria causado por forças opostas transversais ao pilar.

    1. Marco Polo Gerard Bondim
      Marco Polo Gerard Bondim

      Sim, o cisalhamento são deslocamentos, entre si, de seções transversais na direção da força de compressão aplicada entre dois pontos quaisquer de dentro do núcleo central de inércia do pilar, nesse caso; quando essa força excede a capacidade do pilar de resistência dá-se esse efeito.
      Os estribos se abrem, os vergalhões de aço longitudinais flabam (se dobram), e o concreto esmigalha (vira pó e pedra), numa evidente incapacidade de sustentar a carga a ele aplicada, encurtando o pilar, cuja causa possa ter sido por uma abrupta perda de se estabilidade de sua fundação (solo se tronou mais frágil), com consequente e não suportada dissipação de energia (carga em movimento descendo) ao se estabilizar (parar de descer), provocando o efeito observado, já que são pilares de centro e não de cantos, conforme nos indicam essas fotos.
      Vamos observar a perícia!

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O solo é horrível naquela região, vários prédios se deslocam. Nesse caso, provavelmente, um deslocamento diferencial ainda não a ponto de colapso.
    São necessárias intervenções tempestivas e precisas para evitar o pior.
    A engenharia consegue, principalmente a de lá, a de determinadas partes do litoral paulista, já acostumada à baixa estabilidade do solo.

  3. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Fico triste pelos proprietários, mesmo que o prédio não caia, já perderam o valor do investimento, ninguém compraria uma apartamento neste local, além do receio, quem consegue dormir à noite sabendo que o prédio balança, mas cai ou não cai, esta é a questão.

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