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Brasil

Ciclone: vento de 140 km/h provoca estragos; veja os efeitos

Ventania intensa deixou rastro de destruição no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

Ciclone
Em Santa Catarina, casas foram destruídas | Foto: São Joaquim Online/Fotos Públicas

O ciclone extratropical que atingiu o Sul do Brasil nesta semana deixou amplos rastros de destruição. A intensidade do fenômeno provocou estragos principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Entre a madrugada e a manhã da terça-feira 13, por exemplo, as rajadas de vento atingiram 100 quilômetros por hora em diversas cidades. Em algumas regiões, esse número chegou a 140 quilômetros por hora.

De acordo com o site especializado MetSul, o horário em que o ciclone atuou de maneira mais intensa foi entre as 3 horas e as 9 horas.

Leia também: “Ciclone: vento ‘tomba’ caminhão no Paraguai”

Na véspera, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais alertou para o alto risco de enxurradas, alagamentos e inundações em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

População sofre com os efeitos do ciclone

Na manhã da quinta-feira, 1,5 milhão de pessoas estavam sem eletricidade no Rio Grande do Sul. Conforme a Defesa Civil, quase 500 municípios ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, durante a tarde da quarta-feira 12, o volume de chuva superou 60 milímetros por hora. Além disso, houve grandes quantidades de granizo por toda a área do Rio Grande do Sul e em toda a faixa do litoral de Santa Catarina.

Esse conjunto de fatores provocou estragos consideráveis. Na quarta-feira, por exemplo, as autoridades gaúchas e catarinenses relataram que o vento e a chuva danificaram milhares de casas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os estragos causados pelo ciclone. Em alguns pontos, o asfalto próximo do córrego que corta a cidade de Porto Alegre cedeu e impossibilitou o tráfego.

Mas não para aí. No vídeo abaixo, é possível ver como ficou o entorno do Estádio Beira-Rio, do Sport Club Internacional.

A água subiu tanto que veículos comuns, de passeio, não conseguiam trafegar. O jogo entre Grêmio e Bahia, por exemplo, válido pela segunda rodada da Copa do Brasil, teve de ser adiado por causa do excesso de chuva. A drenagem do gramado não suportou tanta água.

O litoral do Rio Grande do Sul também sofreu com a passagem do ciclone extratropical. Na Praia do Laranjal, em Pelotas, o mar subiu tanto que invadiu a pista e não permitiu aos motoristas seguirem o trajeto. Em decorrência da formação do fenômeno, a Marinha do Brasil avisou que ondas de até 4,5 metros de altura poderiam ser vistas.

E agora, para onde vai o ciclone extratropical?

O ciclone estava sobre o Oceano Atlântico, a leste do Rio Grande do Sul. O fenômeno que se formou na quarta-feira deixou o Estado na terça-feira e, nas primeiras horas da quinta-feira 13, migrou para o oceano.

No Paraná e em Santa Catarina, choveu em algumas regiões — mas as maiores precipitações ainda ocorreram no Rio Grande do Sul. Na metade oeste gaúcha, o vento já começou a diminuir.

De acordo com o Inmet, Paraná e Santa Catarina ainda sofrem com o ciclone. Em São Paulo e em pontos isolados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, houve rajadas de vento intensas.

A partir desta manhã, no entanto, o ciclone estará ainda mais longe do continente, sobre o Atlântico.

Confira a velocidade do vento no Rio Grande do Sul

  • São Francisco de Paula: 151 km/h;
  • Cambará do Sul: 148,1 km/h;
  • Rio Grande 146,3 km/h;
  • Imbé: 133,0 km/h;
  • Venâncio Aires: 100,8 km/h;
  • Cachoeira do Sul: 104,4 km/h;
  • Canguçu 100,4 km/h;
  • São José dos Ausentes: 98,2 km/h;
  • Santa Vitória do Palmar: 94,3 km/h;
  • Herval: 93,3 km/h;
  • Caçapava do Sul: 90 km/h;
  • Capão do Leão: 90 km/h;
  • Pinheiro Machado: 85,3 km/h;
  • Porto Alegre: 84,6 km/h;
  • Soledade: 84,2 km/h;
  • Sentinela do Sul: 83,7 km/h;
  • Dom Pedrito: 82,8 km/h;
  • Bento Gonçalves: 81 km/h;
  • Vacaria: 80,6 km/h;
  • Torres 80,3 km/h;
  • São Borja: 75,6 km/h;
  • Quaraí: 74,5 km/h;
  • Pelotas: 74 km/h;
  • Lagoa Vermelha: 72,4 km/h;
  • Bagé: 72,2 km/h;
  • Santana do Livramento: 71,3 km/h;
  • Canoas 70,3 km/h;
  • Caxias do Sul: 68,4 km/h;
  • Encruzilhada do Sul: 68,4 km/h;
  • Serafina Correa: 68,4 km/h;
  • Mostardas 67,3 km/h;
  • Teutônia: 67,3 km/h;
  • Erechim: 66,2 km/h;
  • Barra do Ribeiro: 66,0 km/h;
  • São Gabriel: 66 km/h;
  • Tramandaí: 65,8 km/h;
  • Veranópolis: 65,8 km/h;
  • Cruz Alta: 64,4 km/h;
  • Rio Pardo: 63,3 km/h;
  • São Sepé: 61,2 km/h;
  • Campo Bom: 60,4 km/h;
  • Rosário do Sul: 56,3 km/h;
  • Gramado: 54,0 km/h; e
  • São Martinho da Serra: 53,3 km/h.
Confira a velocidade do vento em Santa Catarina
  • Siderópolis 157 km/h;
  • Morro da Igreja 147 km/h;
  • Bom Jardim da Serra 146 km/h;
  • Urupema 113 km/h;
  • Rancho Queimado 95 km/h;
  • Itapoá 100 km/h;
  • São Joaquim 73 km/h;
  • Joaçaba 71 km/h; e
  • Campos Novos 71 km/h.

1 comentário
  1. Maki K
    Maki K

    Parabéns à Oeste que tem trazido noticias meteorológicas. Seria melhor ainda, se trouxessem, análises científicas com mapas meteorológicas do dia-dia como fazem em jornais do Japão, por exemplo. Seria um bom incentivo para estudos de jovens tmb.

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