Esta sexta-feira, 28, será marcada por tempestades em grande parte do Brasil, sob influência de um corredor de umidade que se estende do Norte ao Sudeste e de uma frente fria associada a um pequeno ciclone no Atlântico, na altura da Argentina. Os modelos mostram acumulados de chuvas que podem superar 100 mm em áreas do norte de Minas Gerais e do sul da Bahia, além de volumes elevados na Região Norte, com risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos, enquanto uma massa de ar quente mantém o calor extremo no interior do Centro-Oeste, do Sudeste e de parte do Sul, com temperatura próximas aos 40°C em vários pontos.
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Sul: frente fria provoca temporais no leste
Na Região Sul, a frente fria ligada ao ciclone muda o tempo principalmente no leste dos três Estados, com previsão de chuva desde o amanhecer entre a Região Metropolitana de Porto Alegre, serra gaúcha, serra catarinense e o litoral do Paraná, onde os mapas mostram acumulados em torno ou pouco acima de 30 mm, mas concentrados em curtos períodos, o que favorece alagamentos em áreas urbanas. Ao mesmo tempo, o oeste de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina pode ter pouca chuva e calor pré-frontal, com máximas acima de 30°C e sensação de abafamento.

Sudeste: chuvas volumosas no norte de Minas
No Sudeste, a chuva mais intensa fica concentrada no norte de Minas Gerais, onde o corredor de umidade favorece acumulados acima de 100 mm e aumenta o risco de enxurradas e deslizamentos, enquanto Espírito Santo e Rio de Janeiro devem registrar chuva fraca e céu nublado na faixa leste, sob influência indireta do ciclone no oceano. Em São Paulo, a previsão sugere tempo mais fechado na capital, com mínima em torno de 16°C e máxima perto de 29°C, mas calor forte no interior, especialmente no oeste paulista e no Triângulo Mineiro, onde as máximas ficam entre 34°C e 36°C, com probabilidade de pancadas isoladas de fim de tarde.
Centro-Oeste: calor intenso e pancadas de fim de tarde
O Centro-Oeste terá um dia de muito calor e pancadas de chuva típicas de primavera, com Mato Grosso do Sul em destaque como um dos Estados mais quentes: os termômetros se aproximam dos 40°C em áreas do oeste e do centro do Estado, enquanto em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal as máximas variam, em geral, de 34°C a 37°C. O ar quente, combinado à grande disponibilidade de umidade, favorece a formação de nuvens de tempestade ao longo da tarde, com chuva entre moderada e forte e possibilidade de raios e rajadas de vento em todos os Estados da região. As informações são do site Meteored.
Nordeste: instabilidade concentrada no sul da região
No Nordeste, a faixa mais instável se concentra no sul da Bahia e no sul do Piauí e Maranhão, onde os modelos mostram chuva volumosa associada ao mesmo corredor úmido que alcança o norte mineiro, o que eleva a probabilidade de alagamentos e problemas em encostas, enquanto o restante da região, como as capitais Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, alterna períodos de sol, nuvens e pancadas rápidas. No interior, especialmente em áreas de sertão mais afastadas dessa zona de convergência, o cenário predominante é de calor, umidade mais baixa e apenas chuvas isoladas.
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Norte: chuvas fortes e abrangentes na Amazônia
Na Região Norte, a umidade amazônica mantém tempo bastante instável em praticamente todos os Estados: os mapas de precipitação mostram áreas de chuva forte sobre Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e grande parte do Pará, bem como as cidades de Manaus e Santarém, com acumulados que podem chegar a 100 mm em 24 horas e risco de transbordamento de pequenos rios e alagamentos urbanos. Tocantins também aparece sob influência desse corredor, com pancadas frequentes em Palmas e no interior, enquanto o Amapá deve registrar chuva mais fraca e irregular, sempre com temperaturas elevadas, mínimas perto de 23°C e máximas por volta de 32°C.
O que esperar do tempo nesta sexta-feira
Ao longo desta sexta-feira, a combinação de temporais e calor intenso exige atenção em boa parte do país: recomenda-se acompanhar os avisos da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Meteorologia, evitar áreas sujeitas a alagamentos, não se abrigar sob árvores durante a ocorrência de raios e reforçar a hidratação e a proteção contra o sol nas áreas mais quentes.
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