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BYD inaugura fábrica na Bahia e começa produção de primeiro carro elétrico

Os veículos passam por testes e ainda não têm data definida para chegar ao mercado

O processo produtivo da BYD começa sob o regime SKD, que consiste em receber os carros parcialmente montados da China e concluir etapas como instalação de baterias, vidros e acabamentos em solo brasileiro | Foto: Divulgação/BYD
O processo produtivo da BYD começa sob o regime SKD, que consiste em receber os carros parcialmente montados da China e concluir etapas como instalação de baterias, vidros e acabamentos em solo brasileiro | Foto: Divulgação/BYD

A BYD abriu oficialmente a fábrica em Camaçari (BA) na manhã desta terça-feira, 1º. A empresa começou a montagem do primeiro carro elétrico produzido em solo brasileiro.

Na etapa atual, os veículos passam por testes e ainda não têm data definida para chegar ao mercado, segundo a montadora. 

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O processo produtivo começa sob o regime SKD, que consiste em receber os carros parcialmente montados da China e concluir etapas como instalação de baterias, vidros e acabamentos em solo brasileiro. Atividades como soldagem e pintura, no entanto, ainda não fazem parte da produção local.

A meta da BYD

De acordo com a empresa, a meta é avançar para o regime CKD, em que os automóveis chegam totalmente desmontados. Isso abre espaço para maior nacionalização dos componentes e geração de novas vagas de trabalho.

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O Dolphin Mini foi o primeiro modelo a ser montado na nova linha, seguido pelo Song Pro, que deve ganhar uma motorização híbrida flex exclusiva para o país. 

O BYD King é outro modelo previsto para entrar em produção até o fim de 2025. Uma das inovações é o desenvolvimento do motor híbrido flex 1.5 DM-i, fruto de colaboração entre equipes chinesas e brasileiras.

O investimento da empresa para a fabricação de carros elétricos

A unidade tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos ao ano, com possibilidade de ampliação para 300 mil na segunda fase do projeto.

O investimento total pode chegar a R$ 5,5 bilhões, dos quais R$ 1,4 bilhão já foi destinado à implantação da fábrica. Até agora, mais de mil trabalhadores brasileiros foram contratados, e há previsão de outras 3 mil vagas até dezembro de 2025.

Leia mais: “Brasília está em Paris”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 186 da Revista Oeste

Além disso, ao menos 106 fornecedores nacionais foram homologados, o que inclui a Continental Pneus, que opera nas proximidades. O começo das operações traz novo dinamismo para Camaçari, que desde o encerramento da Ford em 2021 aguardava uma retomada econômica. 

O complexo também vai oferecer centros de pesquisa e laboratórios focados em mobilidade elétrica.

“Estamos fazendo história e colocando a Bahia, mais uma vez, no centro das atenções de todo o mundo quando o assunto é desenvolvimento e transição energética”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues (PT), segundo reportagem do portal UOL.

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