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Brasil tem aumento de homicídios contra mulheres, que chegam a 10 por dia

Ipea e FBSP divulgaram o Atlas da Violência 2025 nesta segunda-feira, 12; confira dados

Manifestação contra homicídio de mulheres, em Brasília
Manifestação contra homicídio de mulheres, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Atlas da Violência 2025, divulgado nesta segunda-feira, 12, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelou um aumento de homicídios de mulheres no Brasil.

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Entre 2022 e 2023, esses crimes cresceram 2,5%, contrariando a tendência de queda nos homicídios gerais observada desde 2018. Em média, são dez mulheres assassinadas por dia no país.

A distribuição dos homicídios femininos é desigual entre os Estados. A taxa média nacional é de 3,5 homicídios por 100 mil mulheres, mas Roraima registra 10,4 mortes por 100 mil — o índice mais alto do Brasil.

Disparidade de homicídios de mulheres no Brasil

Ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, contra o feminicídio, em 2023
Ato em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, contra o feminicídio, em 2023 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A violência letal afeta desproporcionalmente mulheres negras. Conforme o levantamento, elas foram 68,2% das vítimas em 2023. Além disso, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, houve um aumento na violência não letal contra mulheres.

No ano retrasado, foram 177.086 atendimentos a vítimas de violência doméstica — uma alta de 22,7% em relação ao ano anterior.

Uma de cada quatro vítimas tinha até 14 anos, o que destaca a vulnerabilidade de crianças e adolescentes. Os tipos de violência variam conforme a idade das vítimas.

Entre meninas de até 9 anos, a negligência foi o tipo mais comum de violência, com 49,5% dos casos. Para aquelas entre 10 e 14 anos, a violência sexual é a que predomina, com 45,7% dos casos.

Leia também: “O crime no poder”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 262 da Revista Oeste

Dos 15 aos 69 anos, a violência física foi a mais frequente. Para mulheres com 70 anos ou mais, a negligência voltou a ser a forma mais comum de agressão.

Perfil dos agressores e reincidência da violência

Os agressores são majoritariamente homens em todas as faixas etárias. Ao todo, 66,9% das mulheres atendidas relataram já ter sofrido violência doméstica anteriormente.

A Lei 13.104/2015 tipifica o feminicídio como homicídio por razões de gênero, com pena que varia de 12 a 30 anos de prisão. Se o assassinato de uma mulher não for em razão de seu gênero, e, assim, não entrar na classificação de feminicídio, ele será um homicídio, com penas de seis a 20 anos.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Se parassm de se vestir e rebolar igual a Anitta, estes crimes reduziriam pela metade

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