O Brasil superou os 210 milhões de habitantes, segundo estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 28. O levantamento, com data de referência de 1º de julho, mostra que quatro municípios brasileiros contam com menos de mil moradores cada um.
O menor deles é Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 856 habitantes. Em seguida estão Anhanguera, em Goiás, com 913 pessoas; Borá, em São Paulo, com 932 moradores; e Araguainha, em Mato Grosso, com 997 habitantes. Logo acima da marca do milhar está Nova Castilho (SP), com 1.072 moradores.
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O IBGE também destacou outros municípios de pequeno porte. Cedro do Abaeté (MG) tem 1.084 habitantes, André da Rocha (RS) tem 1.156 e União da Serra (RS), 1.183. Somados, os 26 municípios com menos de 1,5 mil habitantes reúnem pouco mais de 33 mil pessoas, o equivalente a 0,02% da população total do país.
As estimativas divulgadas pelo IBGE são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e servem de base para indicadores econômicos e sociodemográficos. O estudo considera também mudanças nos limites territoriais ocorridas desde o Censo Demográfico de 2022.
Serra da Saudade (MG)
Com 856 habitantes, Serra da Saudade, localizada no centro-oeste de Minas Gerais, é considerada a cidade menos populosa do país. O município foi emancipado em 1962, desmembrado de Dores do Indaiá, e mantém características de cidade interiorana. Possui apenas dois bairros — São Geraldo e centro — e oferece à população serviços básicos, como escola municipal, posto de saúde, ginásio poliesportivo, creche e praça de esportes.
A cidade conserva tradições locais, como a Festa do Peão e a Festa de Nossa Senhora do Rosário, que são os principais eventos anuais. A história do município está ligada ao tropeirismo e à antiga Estrada de Ferro Paracatu, inaugurada em 1925, que impulsionou o surgimento das primeiras moradias no entorno da estação ferroviária.
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Anhanguera (GO)
Anhanguera, em Goiás, tem 913 habitantes em 2025. É o menor município goiano tanto em população quanto em área territorial, com 56,6 km².
O município tem origem ligada à Estrada de Ferro Goiás, que começou suas operações na região em 1913. Em torno da Estação Anhanguera formou-se um pequeno núcleo populacional, consolidado posteriormente com a emancipação em 1953.
Além da importância ferroviária, a cidade preserva construções históricas, como a Igreja Nossa Senhora Aparecida. Atualmente, dispõe de serviços básicos de saúde e educação, além de espaços de lazer como praças e quadra esportiva.
Borá (SP)
Borá, no interior de São Paulo, tem estimativa de 932 habitantes. A cidade já foi, por anos, a menos populosa do Brasil, mas perdeu essa posição para Serra da Saudade em 2014.
O povoamento da região começou em 1918, com a chegada da família Vedovatti, seguida por imigrantes portugueses, que abriram picadas que ligavam o povoado a outras localidades. Em 1923, foi construída a Capela Santo Antônio de Borá, marco religioso que deu identidade à comunidade. O município foi oficialmente criado em 1965.
O nome “Borá” vem do tupi antigo m’borá, que significa abelha. A cidade também se destacou em 2011, quando, em uma campanha publicitária, 93% de sua população acima de 13 anos teve perfis criados no Facebook, o que a tornou o município brasileiro proporcionalmente mais presente na rede social.

Araguainha (MT)
Araguainha, em Mato Grosso, tem 997 habitantes. É o município menos populoso do Estado e está localizado a 445 km de Cuiabá.
O nome deriva do Rio Araguainha, e o território é marcado pelo cerrado, por serras, cachoeiras e, principalmente, pela cratera conhecida como Domo de Araguainha. Trata-se de um astroblema — termo científico que designa crateras de impacto de meteoritos — com 40 km de diâmetro, formado há cerca de 245 milhões de anos.
O município surgiu a partir de atividades garimpeiras e, mais tarde, de assentamentos oficiais. Em 1953, recebeu a denominação de Araguainha, e em 1963 foi elevado à condição de município. Atualmente, a cidade atrai pesquisadores brasileiros e estrangeiros interessados no estudo da cratera.
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