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Brasil registra recorde de acidentes na exploração de petróleo em alto-mar

Em 2024, país teve 731 ocorrências no setor, número que representa mais de dois casos por dia

Equipes trabalham na retirada de petróleo na Praia Ponta do Mangue, na cidade de Maragogi (AL), em 2019
Equipes trabalham na retirada de petróleo na Praia Ponta do Mangue, na cidade de Maragogi (AL), em 2019 | Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Estadão Conteúdo

Em 2024, o Brasil registrou um recorde negativo de 731 acidentes na exploração de petróleo em alto-mar, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse número, que equivale a dois casos por dia, ultrapassa os 718 incidentes de 2023 e os 598 de 2022 e se consolida como o maior desde o início das medições, em 2011.

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O crescimento das atividades no setor, com novas unidades de produção e mais perfuração de poços, contribuiu para o aumento dos registros. Entre os tipos de acidentes, a instalação de produção liderou, com 384 ocorrências, seguida por 134 incidentes em sondas.

As atividades relacionadas a embarcações de apoio e à exploração de poços registraram 91 casos cada uma. Já a instalação de sistemas submarinos teve 23 casos, enquanto oito não tiveram especificação quanto à origem.

Preocupações com a exploração de petróleo

Imagem de plataforma de petróleo criada por inteligência artificial | Foto: Artur Piva/Gemini

O licenciamento do bloco 59, na Foz do Amazonas, onde medidas propostas pela Petrobras foram rejeitadas pelo Ibama três vezes, tem como ponto central a segurança. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a conclusão de um centro de reabilitação de animais em Oiapoque (AP) ocorrerá neste mês, com custos de R$ 150 milhões, conforme exigência do órgão ambiental.

Além dos acidentes, a ANP monitora “quase acidentes” — eventos sem danos, mas com potencial grave. Esse número subiu de 970, em 2022, para 1.375, no ano passado. Esses eventos “não resultaram em danos materiais, ambientais nem vítimas, mas poderiam ter levado a um acidente grave”.

Entre os acidentes danosos, destaca-se o vazamento de óleo na Baía de Guanabara, em 2000. À época, um duto da Petrobras liberou 1,3 milhão de litros de óleo, o que afetou uma área de mais de 50 km². Outro caso foi o afundamento da plataforma P-36, em 2001, depois de explosões que resultaram na morte de 11 trabalhadores.

Outros casos

Em 2019, manchas de óleo atingiram mais de 2 mil km do litoral brasileiro, com vazamento do navio petroleiro Bouboulina, de bandeira grega. Em 2022, um vazamento de 158,3 metros cúbicos de óleo foi confirmado próximo ao FPSO Cidade de Anchieta, no Espírito Santo.

Leia mais: “O petróleo é coisa nossa”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 257 da Revista Oeste

Sobre o número atual de incidentes, a ANP afirmou que entende a situação como “consequência do aumento da atividade no país, com a entrada de diversas unidades de produção ao longo do período analisado e ainda com a retomada forte da atividade de exploração e perfuração de novos poços e abandono de poços antigos”. O cenário faz com que aumente o número de sondas presentes no país.

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2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    É olhar para a cara da presidente que o gatuno colocou lá a Magda Patológica que tudo se explica.

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