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Bebês morrem na fila de espera por leitos de UTI em Pernambuco

Cerca de 90 crianças ainda aguardam vaga para UTI no sistema público de saúde; Ministério Publico cobra explicações do governo estadual

bebês barão lucena
Emergência pediátrica do Hospital Barão de Lucena | Foto: Divulgação/SES-PE

Dois bebês morreram até ontem, terça-feira, 24, em meio à fila de espera para UTI na rede pública de Pernambuco. Dados repassados pelo governo estadual ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) mostram que quase 90 crianças atualmente estão aguardando um leito.

O primeiro caso aconteceu na segunda-feira 23, no Hospital Barão de Lucena, no Recife. Um bebê de 11 meses, que estava com quadro de bronquite viral aguda, anemia e pneumonia, morreu às 9h53, aguardando pelo leito de UTI. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (SES), o bebê sofria de doenças respiratórias.

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O segundo caso ocorreu na terça-feira, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Curado, em Jaboatão dos Guararapes. Uma bebê de 1 mês morreu durante a transferência para o leito de terapia intensiva. A criança deu entrada a UPA na quinta-feira 19 e apresentava sintomas de tosse e cansaço, segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco. “Devido a uma piora na evolução do quadro clínico, foi solicitada a transferência para uma enfermaria voltada para o acompanhamento de casos respiratórios”, informa a SES, em comunicado.

Crise dos leitos

De acordo com as informações da Secretaria de Saúde do Estado obtidas na segunda-feira, 73 crianças e 15 bebês aguardavam por uma vaga de UTI. Com síndrome respiratória aguda grave, havia 62 crianças e 11 bebês.

A crise no sistema de saúde se iniciou há uma semana, quando o número de crianças internadas chegou a 91. Nas redes sociais, Yngrid Conceição, mãe da menina Aylla, de 9 meses, falou sobre a situação da filha, que possui um quadro sério de pneumonia.

“A gente está em estado de calamidade. Como é que não tem um leito de hospital? Vocês não sabem como é angustiante ver a sua filha em tal situação e sem conseguir fazer nada”, afirmou Yngrid.

Ao portal G1, ela reforçou a demora no atendimento à filha. “Está um caos total. A demanda é muito grande. Minha filha estava na senha vermelha e demorou três dias para chegar onde está hoje. E isso fez com que o quadro se agravasse.”

Secretaria de Saúde

Na semana passada, o secretário de Saúde, André Longo, afirmou que houve um aumento de casos de doenças respiratórias como nunca visto. A taxa média de ocupação de leitos pediátricos para pacientes com quadro de síndrome respiratória aguda grave (Srag) está em 82% em UTI e 68% em enfermaria.

O secretário também disse que está predominando o vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças de até 2 anos e o rinovírus em meninos e meninas a partir dessa idade.

O vírus sincicial respiratório (VSR), que ataca brônquios e pulmões, está predominando em crianças de até 2 anos. Já o rinovírus, causador de resfriados comuns, é dominante em crianças maiores.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que abriu mais 60 leitos de UTI pediátrica nos últimos dias e que tem trabalhado para a ampliação da rede. O órgão também afirmou que autorizou reforço nas escalas de plantão de pediatras e fisioterapeutas, além da convocação de concursados da área

Ministério Público cobra nomeações

O MPPE, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde da Capital, determinou prazo de cinco dias para que haja comprovação da Secretaria de Saúde da lotação de três médicos pediatras nomeados para atuar no Hospital Barão Lucena.

A audiência realizada na segunda-feira cobrou o déficit de neonatologistas e de médicos na unidade de saúde após denúncias de que há falta de profissionais para atender pacientes da UTI e do Alojamento Canguru no Hospital Barão Lucena.

De acordo com o MPPE, a Secretaria de Saúde se comprometeu a enviar uma cópia da solicitação à Secretaria de Administração (SAD) para que seja autorizada nova seleção, a fim de contratar temporariamente 12 neonatologistas, intensivistas e cirurgiões pediátricos.

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4 comentários
  1. Gilson Herz
    Gilson Herz

    Mais um governador genocida. Cadê o dinheiro governador? Canalha.

  2. Claudio Haddad
    Claudio Haddad

    FINALMENTE O MINISTERIO PUBLICO( AINDA QUE O ESTADUAL) TOMA ALGUMA ATITUDE….ALGUEM JÁ VIU ALGO SEMELHANTE COM O MPF E OS GOVERNADORES???

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Cadê o dinheiro governador, não tem
    Vergonha na cara

  4. saulo de oliveira leao
    saulo de oliveira leao

    ue,cade o governador genocida!!!! ou a culpa e do presidente e do ministro da saude? bando de hipocritas!!!!

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