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Aumento de vendavais no Brasil traz prejuízo bilionário; saiba como se proteger

Desde 2013, vendavais afetaram 10 milhões de pessoas no país e resultaram em perdas superiores a R$ 12 bi

Resultado de vendavais na cidade de Chapecó, Santa Catarina, Brasil, em junho
Resultado de vendavais na cidade de Chapecó, Santa Catarina, Brasil, em junho | Foto: Reprodução/Fotos Públicas

No Brasil, ventos cada vez mais intensos têm causado grandes prejuízos, tanto na rotina dos cidadãos quanto financeiros. Em outubro, um shopping em São Paulo teve seu teto arrancado, uma ameixeira caiu em Minas Gerais. Vendavais no Rio Grande do Sul atingiram 51 municípios.

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Desde 2013, vendavais afetaram 10 milhões de pessoas no país e resultaram em perdas superiores a R$ 12 bilhões. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, destacou a importância da prevenção para estes casos.

“Mil e quinhentos municípios no Brasil ainda não têm uma Defesa Civil organizada”, afirmou Ziulkoski à TV Globo. “Se houver prevenção, a gente praticamente elimina, no mínimo, 70% a 80% dos óbitos. Os danos materiais também se reduziriam muito.”

Aumento dos vendavais ao longo dos anos

Tempestades no Sudeste e Centro-Oeste
No fim de outubro, o Inmet previu tempestades e ventanias para as regiões Sudeste e Centro-Oeste | Foto: Divulgação/Inmet

Por definição, vendavais são ventos acima de 80 km/h. Segundo o Inmet, até 2007, sua incidência era de menos de dez por ano. O número aumentou a partir de então, com 31 casos em 2012 e 2015 e 36 em 2017. Em 2023, foram 51 eventos. De janeiro a outubro de 2024, já ocorreram 33, muitos com ventos superiores a 100 km/h.

Leia também: “120 dias de tragédia”, reportagem de Tauany Cattan publicada na Edição 235 da Revista Oeste

Uma escala do século 19, ainda usada, mostra que ventos causam danos a partir de 75 km/h. Com mais de 80 km/h, arrancam árvores e, acima de 100 km/h, provocam estragos severos. Ventos acima de 118 km/h são furacões.

Proteção em construções

Enel chuvas queda de energia
Ventos do início de outubro chegaram a 100 km/h em SP | Foto: Reprodução/Instagram

No Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), testes em túnel de vento avaliam a resistência de construções. O pesquisador do IPT Gilder Nader sugere medidas alternativas para reforçar estruturas.

Leia mais: “Na roleta, os alimentos”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 239 da Revista Oeste

“Se [uma construção] tem o forro, primeiro, o vento pode bater no forro e desviar, mas pode ser que ele arranque o forro — o que é um problema menor”, afirmou. “Agora, se não tem o forro, se está direto nas telhas, quando ele subir, ele vai arrancar telha. Procure, então, vedar as frestas entre o telhado e a alvenaria. Tente manter tudo fechado, e se tiver frestas na janela, procure também colocar algum elemento de vedação.”

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