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85% dos mortos na megaoperação no RJ tinham antecedentes criminais, mostra relatório

Documento revela que só 15% dos 117 mortos não tinham anotações na polícia; parte deles aparece armada em redes sociais

A operação, batizada de Contenção, ocorre depois de mais de um ano de investigações | Foto: Reprodução/X/Governo do RJ
A operação, batizada de Contenção, ocorreu depois de mais de um ano de investigações | Foto: Reprodução/X/Governo do RJ

Dos 117 mortos na Operação Contenção, no Rio de Janeiro, apenas 18 não tinham antecedentes criminais ou registros de ocorrência. O número corresponde a cerca de 15%, o que mostra que 85% tinham algum histórico criminal.

Além disso, entre os 18 sem registros prévios, ao menos 12 aparecem nas redes sociais com armas ou em pose ao lado de envolvidos com o tráfico. Os outros seis não têm, até o momento, indícios de ligação com o crime.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou a lista com a identidade de todos os mortos. Veja:

Os números também mostram que, dentre os mortos, 36 tinham histórico de tráfico, o que equivale a cerca de um terço do total. Os registros por homicídio aparecem em 20% dos casos. Além disso, o relatório da polícia não especifica os crimes de 19 pessoas.

O documento também mostra menores de idade envolvidos com tráfico de drogas e estupro. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos são inimputáveis. Por isso, os atos são classificados como “fatos análogos” a crimes.

Operação Contenção

A Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro pelas Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, teve como alvo a facção criminosa Comando Vermelho. No total, 122 pessoas morreram, entre elas, cinco policiais.

A ação sofreu diversas críticas da grande imprensa e de políticos de esquerda, que a classificaram de “chacina”. Em 3 de novembro, no entanto, o governo do RJ enviou ao Supremo Tribunal Federal um relatório em defesa da legalidade da operação.

O documento afirma que a ação “observou integralmente os parâmetros constitucionais e jurisprudenciais”, teve acompanhamento do Ministério Público e respeitou os direitos humanos. “A atuação do Estado, diante de organizações criminosas de perfil narcoterrorista, representa o exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade”, escreveu o delegado José Pedro Costa da Silva.

Leia também: “Tiroteio e barricadas em chamas fecham Avenida Brasil durante operação policial”

A operação mirou o cumprimento de 51 mandados de prisão, 145 de busca e apreensão e outras ordens judiciais, totalizando cem mandados de prisão. Apesar disso, só 17 presos tinham mandado, e 82 foram detidos em flagrante.

Além disso, as polícias apreenderam 122 armas, 5,6 mil munições, 12 explosivos, 15 veículos, 22 kg de cocaína e 2 toneladas de maconha.

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