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Agronegócio

Trigo da Embrapa desperta interesse no Egito

Plantas foram apresentadas para autoridades do país pelo presidente da estatal

Agropecuária Bahia
Foto: Aleksandr Rybalko/Shutterstock

O governo egípcio e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) negociam um acordo para testar cultivares de trigo da Embrapa no país islâmico. O interesse ocorre em razão de as sementes desenvolvidas pela estatal brasileira serem mais resistentes a climas secos.

As formalidades do trâmite devem ser concluídas até o fim do mês. Celso Moretti, presidente da empresa, apresentou as cultivares de trigo da Embrapa às autoridades egípcias durante uma visita ao Egito em maio. Elas já estão sendo cultivadas no Cerrado do Brasil e testadas dos Estados do Nordeste.

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Moretti participava de uma comitiva liderada pelo Ministério da Agricultura. Durante a visita, a empresa brasileira fechou um acordo de colaboração com a egípcia Agriculture Research Center para o intercâmbio de especialistas e tecnologias em genética, sanidade, irrigação, mudanças climáticas e biotecnologia.

Atualmente, o país produz cerca de 8 milhões de toneladas do grão. Entre 2021, a colheita deve ter um crescimento próximo de 9%, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento. Em 20 anos, caso o ritmo de crescimento seja mantido, a safra nacional pode tornar o Brasil autossuficiente.

Qualidade do trigo da Embrapa

Em entrevista concedida à Oeste em abril, Moretti afirmou que o trigo da Embrapa desenvolvido para o plantio no cerrado é de boa qualidade. “É o chamado trigo pão, ele tem 15% de proteínas e é um dos melhores trigos do mundo, comparável ao argentino”, disse. “O que nós precisamos agora é de crédito e políticas públicas para viabilizar que a expansão ocorra no Brasil.”

Leia também: “O Brasil não precisa importar trigo”, artigo de Evaristo de Miranda para a Edição 107 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Aplaudo o grande progresso na produção de grãos especialmente do trigo que mais tínhamos dependência e de grande consumo interno. Todavia acho muito estranho ter ouvido recentemente que grande parte desse trigo é exportado quando temos necessidade de importar para o consumo interno. Dá para entender porque somente criticam a Petrobras quando pratica a Politica de Preços Internacionais(PPI) e nada falam sobre o negócio agropecuário que também pratica para o consumo interno de grãos de pior qualidade que o exportado a preços aviltantes(PPI)?. Esse é um negócio privado que não condeno, todavia calam-se quando questionam a Petrobras culpando-a como VILÃ do alto preço dos combustíveis e a sua repercussão na cadeia de alimentos. Ai, é o cúmulo da ignorância ou má fé. Por que não há um entendimento Público Privado para oferecer ao pobre consumidor brasileiro alimentos aqui produzidos a preços subsidiados por impostos adicionais cobrados sobre exportações do excedente? Como podemos no caso da SOJA que somos o maior produtor mundial, pagar uma garrafa de óleo soja de 900 ml. R$9,60 que custava em 2019 R$2,60 e um pc. de 500 g. de CAFÉ moído R$19,50 que custava R$7,50? E a CARNE, CANA (AÇÚCAR E ÁLCOOL), MILHO, etc.etc.?

  2. Jota Dabliu
    Jota Dabliu

    Cultivar: s.m. “O” cultivar…..O cultivar deve apresentar em cultura, e manter durante o processo de propagação, um conjunto único de características que o distingam de maneira coerente de plantas semelhantes da mesma espécie. O termo foi criado pelo especialista em horticultura Liberty Hyde Bailey, que o derivou das palavras inglesas “cultivated” e “variety”, “cultivado” e “variedade” (do latim: varietas culta), significando estritamente “variedade cultivada” de uma espécie vegetal.

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Um grande exemplo de uma empresa estatal que deu certo, talvez por não ter despertado interesse da canalha petista. Sabem por que? Porque lá eles trabalham com competência e não dão espaço para vagabundos.

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