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Agronegócio, Economia

Milho do Brasil ajuda a suprir a quantidade perdida com a guerra na Ucrânia

País terá colheita recorde de grãos em 2023

seca
Plantação de milho | Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

Em 2023, a safra de milho do Brasil vai bater recorde, preveem as estimativas oficiais. A Cargill conta com a colheita extra do agronegócio nacional para suprir parte da produção perdida com a invasão russa da Ucrânia. Com origem nos Estados Unidos, a companhia é uma das mais tradicionais no mercado global de grãos.

Um acordo entre os países em conflito permite o escoamento da safra de milho ucraniano por três portos no Mar Negro. O pacto, porém, não funciona mais como no início, afirmou Jan Dieleman, presidente do negócio de transporte marítimo da Cargill. O executivo disse que os agricultores brasileiros podem assumir o suprimento de parte da demanda do Mar Negro, “em algum momento”.

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Ele ainda comentou que a área do Mar Negro continua uma zona. “Os navios estão sendo atacados e não é um negócio normal”, comentou o ele em entrevista à Reuters.

Safra de milho do Brasil

Pelas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, as lavouras brasileiras vão produzir 132 milhões de toneladas neste ano. O plantio desse grão é alternado com a soja, carro-chefe do agronegócio nacional.

Assim, essa técnica otimiza o uso do solo, gera mais receitas para os agricultores e impulsiona a expansão dos milharais brasileiros. Além disso, esse crescimento beneficia outros segmentos do setor.

A indústria de alimentos para humanos usa amplamente esse cereal. Nesse segmento, a aplicação começa com as matérias-primas para produzir farinhas e óleos, e ela se estende aos insumos para a fabricação de cerveja, refrigerantes e outras bebidas. Esse grão ainda serve para a geração de etanol.

Além disso, a safra de milho também abastece a criação de animais, uma vez que esse cereal também é usado na nutrição de aves e suínos no Brasil. E o país está entre os grandes produtores de carne de porco e de frango.

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