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Agronegócio

Greve em portos nos EUA pode afetar comércio de grãos

A paralisação está prevista para ter início em 15 de janeiro

A paralisação dos portos já provoca incertezas no setor econômico | Foto: Chuck Homler/Wikimedia Commons
A paralisação dos portos já provoca incertezas no setor econômico | Foto: Chuck Homler/Wikimedia Commons

Analistas alertam para o fato de que uma possível retomada da greve pelos trabalhadores da International Longshoremen’s Association (ILA) em portos nos Estados Unidos pode ter um impacto maior nas indústrias norte-americanas, incluindo os grãos. A paralisação está prevista para ter início em 15 de janeiro.

Em outubro do ano passado, uma greve de três dias paralisou portos da costa leste e da costa do golfo, incluindo o Porto de Nova York e New Jersey e o Porto de Savannah, na Geórgia. A ação grevista ocorreu depois de impasses sobre a extensão dos contratos.

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A primeira greve afetou apenas os embarques de contêineres — nos EUA ,grande parte dos grãos é transportada a granel, ou seja, sem embalagens individuais. Mas, se a possível nova paralisação durar mais de alguns dias, os atrasos também podem afetar o comércio de grãos, destacaram analistas.

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Trabalhadores portuários do país norte-americano e seus empregadores concordaram em retomar as negociações formais nesta terça-feira, 7, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações.

Exportações do agronegócio
Comércio de grãos pode ser prejudicado caso nova greve em portos dos EUA prospere | Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

Liderança sindical defende nova greve

A liderança sindical ameaça realizar uma nova paralisação a partir de 15 de janeiro, quando expira o contrato atual. No ano passado, a greve terminou depois que os empregadores, sob pressão da administração Joe Biden, concordaram com um aumento salarial provisório de 62% ao longo de seis anos. As duas partes concordaram em estender o contrato por três meses enquanto negociavam outras questões, como o uso de automação nos portos norte-americanos.

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O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, expressou apoio à ILA, o que pode encorajar os trabalhadores. As negociações fracassaram em novembro, quando os líderes sindicais se irritaram com os planos dos empregadores de expandir o uso de máquinas semiautomáticas nos portos.

Trump, em dezembro, disse que a automação ameaça empregos. Além disso, o republicano disse que as empresas de transporte marítimo com sede no exterior, que controlam o grupo de empregadores, deveriam investir em salários em vez de máquinas.

Leia também: “Agro sem burocracia”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 250 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e da Dow Jones Newswires

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