O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou, nesta terça-feira, 6, no Diário Oficial da União, uma portaria que declara o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. O Estado enfrentava uma epidemia da doença de Newcastle em aves comerciais.
O governo confirmou o diagnóstico da doença em 17 de julho, em uma granja de corte em Anta Gorda (RS). Segundo o documento, “ficam declaradas como zonas de restrição à exportação de aves vivas, seus produtos e material genético avícola, por um prazo de 60 dias, as áreas perifocal e de vigilância, em um raio de 10 km a partir do foco da doença de Newcastle”.
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A doença de Newcastle é uma infecção viral e altamente contagiosa que afeta diversas espécies de aves, além de répteis e mamíferos.
No fim de julho, o ministério havia informado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a erradicação da doença de Newcastle no Brasil. Com essa medida, o governo brasileiro espera que os países importadores retirem a suspensão. Assim, permite a retomada completa das exportações de carnes de aves e seus derivados.
Governo intensifica vigilância zoossanitária

Durante o período, o ministério comunicou que intensificou os protocolos de biosseguridade em aviários e aplicou a medida em todos os Estados produtores do Brasil. Qualquer suspeita de doença de Newcastle, caracterizada por morte súbita, sinais respiratórios e nervosos, diarreia e inchaço na cabeça das aves, deve ser reportada às autoridades competentes para monitoramento.
O Centro de Operações de Emergência Zoossanitária continua a emitir as Guias de Trânsito Animal. O documento é necessário para o transporte seguro de animais e para a venda comercial, com o objetivo de prevenir a propagação da doença para outras regiões do país.
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