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Agronegócio

Como os impostos prejudicam o consumo e a exportação do café brasileiro

Vídeo publicado nas redes sociais mostra como a Alemanha, que não produz café, consegue ter bons resultados graças à política tributária do país

Café Brasileiro Agro
Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta quarta-feira, 13, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) compartilhou um vídeo da página Fé & Trabalho em seu perfil do Instagram. No vídeo, um homem fala sobre como a política tributária do Brasil prejudica o consumo e a exportação do café produzido no país.

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O protagonista do vídeo esteve na Alemanha e comprou um pacote de café em uma das lojas da rede de supermercados Kaufland. Ele explicou que pagou € 4 pelo produto e que apenas 7% desse valor corresponde a impostos. Já no Brasil, o consumidor paga quase 32% de impostos embutidos no valor total do café. 

O país sul-americano é o maior produtor e exportador de café do mundo. Entre os tributos que incidem sobre a cafeicultura brasileira estão o ICMS, o PIS e o Cofins, assim como os tributos presentes na folha de pagamento. Isso representa uma grande quantidade de impostos aplicados a um produto produzido em território nacional.

Mesmo sem cultivar café, a Alemanha está no ranking dos dez países que mais exportam café verde e torrado no mundo, segundo dados de 2019. O país germânico também é o maior consumidor e importador do produto na Europa e possui várias empresas de torrefação ativas. 

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Segundo informações do portal AgroInsight, a rentabilidade obtida pelos alemães chama atenção. O valor da saca exportada foi de US$ 33,35 e US$ 58,37, um número maior do que o praticado pelo Brasil em 2019, para café verde e torrado, respectivamente. Considerando o dólar norte-americano a R$ 5, a conversão evidencia uma diferença de R$ 166,75 e R$ 291,85, entre o preço por saca exportada pelos dois países em 2019.

Dados exportação de café Alemanha e Brasil
Foto: Reprodução/AgroInsight

Reforma tributária pode beneficiar café brasileiro

O vídeo mostra que a rentabilidade do café na Alemanha é possível pelos baixos impostos que o governo alemão aplica ao produto. Ele argumenta que, na hora de escolher um local adequado para montar uma torrefação ou uma fábrica, o empresário considera o valor dos impostos do produto na região. 

“Se você fosse montar uma torrefação ou uma indústria de café, você montaria em um país que cobra apenas 7%, feito a Alemanha?”, diz o homem. “Ou você escolheria o Brasil, que cobra quase 32%?”

Diante da comparação, o protagonista do vídeo afirma que a resposta é “simples”: uma reforma tributária no Brasil pode contribuir para a melhora nos índices de consumo e exportação da cafeicultura do país.

https://www.youtube.com/watch?v=yYnBlKDAx2A

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