A agricultura brasileira depende dos fertilizantes para se manter na vanguarda — mas o país não é autossuficiente na produção desse insumo vital. Para abastecer a demanda interna, o país importou 2,8 milhões de toneladas desse produto em janeiro de 2023. É um recorde para o mês, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além disso, a Conab estima que as importações de janeiro sejam 15% maiores, em comparação ao mês anterior. O crescimento ocorre em meio à redução das previsões para a colheita da soja. Trata-se do principal produto da agricultura brasileira — ou seja, o principal motor do mercado nacional de fertilizantes.
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Na safra passada, o Brasil colheu quase 155 milhões de toneladas de soja. Para o ciclo atual, as projeções são de pouco menos de 150 milhões de toneladas — queda de 3,3%.
Fertilizantes mais baratos
O preço desse insumo subiu abruptamente com a invasão russa da Ucrânia, iniciada no fim de fevereiro de 2022. Naquele ano, a média anual cobrada por tonelada embarcada fechou em US$ 497 — o valor mais alto desde 2009.
Em janeiro de 2024, por sua vez, o valor cobrado por tonelada fechou em US$ 291. O menor valor para esse mesmo mês desde janeiro de 2021.
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