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Agronegócio

Brasil investiga 11 casos suspeitos de gripe aviária

Ministério da Agricultura monitora focos da doença em sete Estados e mantém alerta depois de impacto nas exportações

As investigações ocorrem no Amazonas, Ceará, Tocantins, Pará, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
Segundo o Mapa, o Indea adotou as medidas previstas nos protocolos sanitários, incluindo a instalação de barreira na propriedade | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O governo federal investiga 11 casos suspeitos de gripe aviária de alta patogenicidade, segundo o Ministério da Agricultura. As suspeitas envolvem aves domésticas e silvestres em sete Estados. A última atualização é da manhã desta quarta-feira, 28.

O termo “alta patogenicidade” significa que o vírus é altamente agressivo e letal para as aves, o que causa surtos com alta mortalidade, sobretudo em aves domésticas, como galinhas e perus.

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Leia mais: “Gripe aviária assusta, mas não chega à carne no Brasil”

As investigações ocorrem no Amazonas, no Ceará, no Tocantins, no Pará, na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Até o momento, há apenas um plantel comercial sob suspeita, em Anta Gorda (RS).

Veja o quadro com os casos confirmados, descartados e que ainda estão sob investigação.

Os casos de gripe aviária no Brasil
Os casos de gripe aviária no Brasil | Imagem: Reprodução/Ministério da Agricultura

Há a confirmação de três focos: em Montenegro (RS), com aves em propriedade comercial; em Sapucaia do Sul (RS), com aves de zoológico; e em Mateus Leme (MG), com aves silvestres.

Gripe aviária interfere nas exportações

A confirmação do caso em Montenegro fez 41 países restringirem a importação de carne de frango brasileira:

  • 23 suspenderam totalmente as exportações, entre eles China, União Europeia, Coreia do Sul, México e Chile; e
  • 16 impuseram restrições apenas ao Rio Grande do Sul; e
  • dois limitaram a suspensão ao município de Montenegro.

Nesta terça-feira, 27, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), participou da audiência na Comissão de Agricultura do Senado. Na ocasião, ele afirmou que o foco da doença em Montenegro já foi contido, mas alertou para a possibilidade de novos casos letais em até cinco dias devido à “rapidez da propagação e a letalidade do vírus”.

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Segundo Fávaro, deve haver a normalização do caso em Anta Gorda até 18 de junho, fim do período de 28 dias de vazio sanitário iniciado depois da desinfecção da granja em Montenegro.

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