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Agronegócio

Autoridade sanitária restringe gripe aviária a cidade gaúcha

Organização Mundial de Saúde Animal limita existência de surto a Montenegro, a 60 km de Porto Alegre

Agentes durante inspeção sanitária em propriedade rural na cidade de Montenegro, a 60 km de Porto Alegre (RS) | Foto: Reprodução/Twitter/X
Agentes durante inspeção sanitária em propriedade rural na cidade de Montenegro, a 60 km de Porto Alegre (RS) | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) mudou seu entendimento sobre o alcance do surto de gripe aviária no Brasil. A entidade passou a reconhecer oficialmente que o caso está restrito à região do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, em vez de se tratar de um problema nacional. A cidade fica a cerca de 60 km de Porto Alegre.

A mudança de entendimento deu-se na última sexta-feira, 23, no sistema internacional da instituição. O sistema registra principalmente casos de informação zoossanitária. Com a alteração, o critério sob recomendação da OMSA passa a ser, desse modo, o de não adquirir produtos da área dentro de um raio de 10 km no entorno da granja onde houve a detecção do caso.

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Gripe aviária: governo convenceu entidade

A decisão decorreu de análise sobre medidas técnicas que o governo brasileiro adotou para controlar os riscos do surto. “A indicação geográfica deste evento mudou de ‘evento ocorre no país’ para ‘evento ocorre em zona’, após o envio de informações adicionais pelo Brasil”, afirma a OMSA, em seu relatório.

Em meio às incertezas, o Brasil busca assim formas de regionalizar os embargos à exportação do frango nacional, que ainda está em vigor em dezenas de países. A mudança de avaliação técnica da OMSA não tem peso vinculante nas decisões dos países sobre embargos sanitários. Na prática, ela orienta tecnicamente, mas não impõe obrigações comerciais. Quem decide sobre o embargo é o país importador.

A nova postura, porém, ajuda a acelerar essas decisões, porque a posição técnica da OMSA serve sobretudo como referência a diversos países para definir se aplicam ou não restrições comerciais.

“Não se identificou nenhuma mutação relevante de resistência antiviral. A genotipagem revelou que as amostras possuem genótipos semelhantes aos previamente identificados em aves silvestres no Brasil”, afirmou a organização. Acrescentou que “o sequenciamento do genoma completo detectou alta identidade com cepas previamente isoladas na América do Sul”. A semelhança, diz o órgão, está entre 98,21% e 99,79% em comparação com as sequências de aves silvestres notificadas em outro evento.

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