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Tecnologia

União entre Televisa e Univision cria maior grupo de mídia em língua espanhola

Conglomerado anunciou que vai mirar o streaming e competir com gigantes como Netflix, Amazon e Disney; negócio foi fechado por US$ 4,8 bilhões

O Grupo Televisa, maior rede de televisão do México, e a Univision, principal empresa de mídia em língua espanhola nos Estados Unidos, anunciaram um acordo de fusão que gira em torno de US$ 4,8 bilhões e já causa impacto no mercado. O negócio aprofunda a parceria entre os dois grupos e cria o maior conglomerado de mídia em língua espanhola do mundo.

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A Televisa será a principal acionista da nova Televisa-Univision, com uma fatia de 45% da companhia, de acordo com um comunicado divulgado na terça-feira 13. A Televisa receberá US$ 3 bilhões em dinheiro e o restante em ações provenientes da parceria.

Segundo a nova companhia, o foco agora passa a ser a “transformação digital para conquistar o mercado espanhol de streaming“. O grupo confirmou que lançará uma plataforma conjunta com potencial de alcançar 600 milhões de usuários. O objetivo é competir com gigantes como Netflix, Amazon e Disney.

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Os “parceiros estratégicos” da nova Televisa-Univision serão o fundo de tecnologia SoftBank, o Google e o banco de investimentos The Raine Group, especializado no setor de tecnologia.

Segundo dados divulgados pela empresa, menos de 10% da população que fala espanhol nos EUA utilizam atualmente algum serviço de streaming — ante 70% entre os que falam inglês. “Televisa-Univision poderá avançar de forma mais agressiva em inovação e crescimento por meio de plataformas digitais enquanto essa indústria segue em expansão”, anunciou Emilio Azcarraga, presidente da Televisa, no comunicado.

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A nova companhia oferecerá mais de 86 mil horas de conteúdo produzido anualmente pela Televisa. Serão quatro canais abertos da emissora, além de 27 canais pagos, entre os quais o estúdio de cinema Videocine, o serviço de vídeo sob demanda Blim e a marca Televisa.

A fusão ainda depende do aval das agências reguladoras do México e dos Estados Unidos.

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Com informações da Bloomberg

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