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Tecnologia

TikTok quer 'importar' energia do Brasil

A Região Nordeste pode se tornar uma grande fornecedora para a rede social chinesa

A energia eólica do Brasil chamou a atenção do TikTok | Foto: Artur Piva/ChatGPT
A energia eólica do Brasil chamou a atenção do TikTok | Foto: Artur Piva/ChatGPT

A ByteDance, dona do TikTok, quer aproveitar a energia elétrica renovável do Brasil. A empresa pretende implantar um grande data center no Ceará, de olho produção energética da Região Nordeste.

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De acordo com a agência de notícias Reuters, o consumo pode chegar a 1 GW. É o suficiente para abastecer cerca de 4 milhões de residências. O ponto-chave para o projeto é o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Por que no Ceará?

O complexo do Pecém é estratégico pelos cabos submarinos que dão acesso à rede mundial de internet, próximo aos parques eólicos. A energia elétrica deve vir da Casa dos Ventos, que está em negociações com a ByteDance. O potencial da região vai além das operações do TikTok e pode fazer do Brasil um grande hub para data centers de diversas empresas de todo o planeta.

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Por volta de 93% de toda a energia eólica brasileira vem das usinas no Nordeste do país — trata-se de uma fonte considerada renovável. O país ocupa a sexta posição no ranking mundial de produção e tem capacidade para crescer nesse mercado — uma grande vantagem para a estratégia de médio e longo prazo das empresas que buscam selos de sustentabilidade.

A empresa que vai fornecer energia para o TikTok no Brasil

Atualmente, a Casa dos Ventos é capaz de produzir 1,8 GW de energia a partir dos ventos e fatura quase R$ 2 bilhões por ano. O contrato do TikTok será mais um em uma lista com grandes clientes do Brasil — entre eles, gigantes como Ypê, Vale e Braskem.

A Casa dos Ventos pretende ampliar sua produção em 15 vezes, para chegar a 30 GW. Se a meta for atingida, a capacidade instalada da empresa dobraria sozinha o total atual da energia eólica produzida no Brasil.

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