publicidade
Tecnologia

'Tecido inteligente' muda de forma de acordo com o clima

Cristais ajudam as 'transformações' da tecnologia

tecido inteligente
Tecido inteligente muda de forma de acordo com a temperatura local | Foto: Divulgação/MIT

Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um “tecido inteligente”, que é capaz de se adaptar ao clima e mudar o seu formato automaticamente.

Batizado de FibeRobo, o novo tecido é uma fibra programável, que se torna mais isolante para manter o usuário aquecido conforme a temperatura cai, sem usar sensores nem componentes rígidos.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Tecnologia em Oeste

Quando o clima fica mais quente, o material realiza o movimento inverso, se contrai e se adapta à temperatura local.

O projeto foi desenvolvido por especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). O segredo por trás da tecnologia está no elastômero de cristal líquido (LCE), usado na fabricação do tecido.

Como o LCE torna o tecido inteligente

O LCE é composto de cristais líquidos, uma série de moléculas capazes de fluir e se acumularem em um arranjo cristalino periódico.

Leia também: “Honda lança primeiro jato capaz de voos longos – sem precisar reabastecer”

Os especialistas incorporaram o material em uma rede de elastômero, conhecido pela sua elasticidade.

No momento em que o LCE é aquecido, as moléculas do cristal saem do alinhamento e unem-se ao elastômetro, assim, a fibra sofre contração.

Quando não há mais o calor, as moléculas retornam à forma original. A movimentação garante a adaptação da roupa a qualquer condição climática.

Como a equipe desenvolveu o tecido

Os especialistas do MIT misturaram os compostos químicos durante a síntese da fibra, no que resultou no possível controle das propriedades finais do material, como a espessura e a temperatura.

tecido inteligente
Imagens do tecido inteligente e suas contrações | Foto: Divulgação/MIT/Jack Forman

A equipe disse que o LCE atua em temperaturas seguras para a pele e pode ser utilizado em qualquer tipo de roupa.

Os pesquisadores revelam certo cuidado para desenvolver um material adaptável aos métodos de fabricação têxtil convencionais, como tear, bordado e máquina de tricô.

Leia também: “Anatel autoriza corte de internet de cliente que atrasar 20 dias de fatura de celular”

A adaptabilidade permite diversas aplicações, de roupas esportivas a dispositivos médicos, e os planos podem ser recicláveis ou biodegradáveis.

O tecido possui um baixo custo. De acordo com o MIT, o material pode custar US$ 0,20 por metro, o equivalente a R$ 1.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade