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OpenAI encerra Sora e rompe acordo bilionário com a Disney

Dona do ChatGPT redireciona estratégia para robótica diante de baixa adesão à plataforma de vídeo e abandona parceria de US$ 1 bilhão

Disney investe US$ 1 bilhão na OpenAI e libera personagens para geração de vídeos com IA
O acordo da Disney com a OpenAI permitia o uso de personagens da Marvel, Pixar e Star Wars na ferramenta de criação de vídeos Sora | Foto: Reprodução/Disney

A OpenAI decidiu descontinuar a plataforma de geração de vídeos Sora, lançada em setembro, e encerrar um acordo de US$ 1 bilhão com a Disney menos de quatro meses depois da formalização da parceria, anunciada como um marco no licenciamento de conteúdo.

O CEO Sam Altman comunicou as mudanças aos funcionários nesta terça-feira, 24, e informou também que a empresa descontinuará produtos baseados em modelos de vídeo. Além do aplicativo para consumidores, a OpenAI também encerrará uma versão do Sora voltada a desenvolvedores e deixará de oferecer funcionalidades de vídeo no ChatGPT.

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A medida integra um conjunto de ações para reposicionar a empresa com foco em aplicações voltadas a negócios e programação, em meio à preparação para uma possível oferta pública inicial (IPO) já no quarto trimestre deste ano. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O CEO da OpenAI, Sam Altman; empresário e Elon Musk têm discordâncias | Foto: Reprodução/Redes sociais
O CEO da OpenAI, Sam Altman | Foto: Reprodução/Redes sociais

A empresa passa por uma mudança de estratégia para concentrar recursos computacionais e talentos em ferramentas de produtividade voltadas tanto a empresas quanto a usuários individuais. Na semana passada, a OpenAI anunciou a integração do aplicativo desktop do ChatGPT, da ferramenta de programação Codex e de um navegador em um único “superaplicativo”, com o objetivo de alinhar suas equipes em torno de uma visão unificada.

Lançado em setembro, o Sora buscava ampliar a presença da OpenAI entre consumidores, com um feed social semelhante ao do TikTok, voltado ao compartilhamento de vídeos gerados por inteligência artificial. À época, Altman chegou a incentivar usuários a inserirem sua imagem em cenas icônicas da cultura pop.

Internamente, porém, o projeto gerou questionamentos sobre o volume de recursos computacionais alocados, diante da ausência de evidências claras de demanda. Ainda assim, Altman defendia uma abordagem mais ambiciosa para o portfólio da empresa, que incluía planos para o desenvolvimento de novos dispositivos de hardware com IA.

ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X
ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X

A descontinuação do Sora representa uma inflexão em relação à estratégia anterior da OpenAI, marcada por uma série de lançamentos que ampliaram a complexidade organizacional e criaram prioridades concorrentes.

Sora teve problemas relacionados a direitos autorais no lançamento

O produto também enfrentou controvérsias relacionadas a direitos autorais. Inicialmente, foi lançado sem mecanismos robustos de proteção, o que gerou disputas sobre uso indevido de conteúdo. Posteriormente, a empresa passou a permitir que detentores de direitos bloqueassem o uso de suas imagens e propriedades intelectuais.

Em dezembro, a Disney anunciou a intenção de investir US$ 1 bilhão na OpenAI. O acordo previa o licenciamento de mais de 200 personagens, permitindo a criação de vídeos com figuras como Luke Skywalker ou elementos de franquias como Toy Story. O investimento, contudo, não deve avançar.

Castelo da Disney
Castelo da Disney | Foto: Tuxyso / Wikimedia Commons

“À medida que o campo emergente da IA evolui rapidamente, respeitamos a decisão da OpenAI de deixar o negócio de geração de vídeo e redirecionar suas prioridades”, afirmou uma porta-voz da Disney.

Segundo Altman, a equipe do Sora será direcionada a projetos de longo prazo, como robótica.

A OpenAI também busca reduzir a distância em relação à rival Anthropic na disputa por desenvolvedores e clientes corporativos. Em reunião recente com funcionários, a chefe de aplicativos da empresa, Fidji Simo, afirmou que a companhia não pode se dispersar com “projetos paralelos” e destacou a necessidade de ampliar capacidades chamadas “agênticas”.

Esses sistemas permitem que softwares de inteligência artificial atuem de forma autônoma no computador do usuário, executando tarefas como desenvolvimento de código e análise de dados.

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