A OpenAI — criadora do ChatGPT — revelou nesta sexta-feira, 29, o seu modelo de geração de áudio em inteligência artificial (IA) que copia vozes humanas. A empresa informou que, decidiu fazer apresentação, mas sem lançá-la “amplamente” neste momento. Isso porque tem em vista os riscos de mau uso.
A ferramenta Voice Engine consegue recriar a voz de uma pessoa específica e fazê-la ler mensagens escritas pelo usuário, baseada em uma gravação de apenas 15 segundos do orador original, segundo o comunicado da OpenAI. A companhia disse que desenvolveu a tecnologia no fim de 2022. A empresa começou a testá-la preliminarmente com um pequeno grupo de “parceiros confiáveis”.
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No anúncio desta sexta, a OpenAI compartilhou insights sobre as aplicações até agora com a justificativa de iniciar um diálogo sobre a adoção responsável do que chamou de “vozes sintéticas”. “De acordo com as conversas e os resultados de pequenos testes, vamos tomar uma decisão mais informada sobre como ou se usaremos essa tecnologia”, afirmou a empresa, em uma publicação no seu blog.
A OpenAI alega que identificou formas de aplicação “para o bem”, como por exemplo:
- fornecer assistência de leitura a pessoas que não sabem ler;
- traduzir conteúdos;
- ajudar pacientes a recuperarem a voz; e
- outros usos terapêuticos.
Tecnologia apresenta riscos, admite OpenAI

Contudo, a OpenAI reconheceu que a tecnologia representa sérios riscos, sobretudo em ano de eleições ao redor do mundo. A companhia falou, nesse sentido, esperar que o Voice Engine motive a construção de maior resiliência da sociedade contra os desafios.
A empresa propõe, por exemplo, eliminar aos poucos as autenticações por voz para acessar contas bancárias, explorar políticas para proteger o uso de vozes de indivíduos, acelerar o desenvolvimento de técnicas de identificação de conteúdo criado por IA.
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Revista Oeste, com informações da Agência Estado
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