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Tecnologia

O ChatGPT vai se adaptar a usuários em crises psicológicas

Imagem: IA Oeste/ChatGPT

Todo mundo sabe que o ChatGPT pode ser um grande companheiro de diálogos com pessoas solitárias em períodos de stress. Mas como o ChatGPT tem uma certa tendência a querer agradar o usuário às vezes essa conversa pode virar um delírio.

O fenômeno é conhecido como “AI induced psychosis”, ou “psicose induzida por inteligência artificial”. Artigo do Wall Street Journal conta casos em que o ChatGPT declarou que estava em contato com extraterrestres ou declarou que o “AntiCristo iniciaria um apocalipse artificial nos próximos dois meses, com gigantes bíblicos se preparando para emergir do subterrâneo”.

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Obviamente o ChatGPT estava simplesmente projetando a mente do usuário. A OpenAI, empresa que produz o ChatGPT ouviu as queixas e resolveu agir. “Casos recentes e devastadores de pessoas que usam o ChatGPT em meio a crises agudas nos preocupam muito, e acreditamos que é importante compartilhar mais agora”, declarou a empresa em seu blog. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com mais de 90 médicos em mais de 30 países — psiquiatras, pediatras e clínicos gerais — e estamos convocando um grupo consultivo de especialistas em saúde mental, desenvolvimento juvenil e interação humano-computador para garantir que nossa abordagem reflita as pesquisas mais recentes e as melhores práticas”.

Entre as medidas anunciadas pela OpenAI está a capacidade de acessar serviços de emergência e especialistas e capacitar o usuário a se conectar com contatos de confiança em caso de crise. Proteções adicionais serão direcionadas a usuários menores de idade. Seus pais e responsáveis terão maior acesso aos diálogos dos menores com o ChatGPT.

Num momento de sinceridade, a OpenAI reconheceu que muitas vezes o ChatGPT atua como “adulador” do usuário, concordando com tudo o que ele faz. “Nosso objetivo não é prender a atenção das pessoas”, declarou a empresa no blog. “Em vez de medir o sucesso pelo tempo gasto ou cliques, nos preocupamos mais em ser genuinamente úteis”.

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