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Tecnologia

Nasa desiste de base na órbita da Lua e prevê instalação direto na superfície

Agência espacial americana muda estratégia e concentra esforços em erguer estrutura diretamente no solo lunar

Base da Nasa
Nasa muda planos para instalçoes na Lua | Foto: Reprodução/Wikipedia

A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) anunciou, nesta terça-feira, 24, que cancelou os planos de implantar um estação espacial na orbita lunar. O plano agora é utilizar seus componentes para construir uma base de US$ 20 bilhões na superfície da Lua, enquanto também planeja enviar uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte.

O novo chefe da agência espacial dos Estados Unidos, Jared Isaacman, foi quem emitiu o comunicado. O presidente Donald Trump o indicou, e ele tomou posse do cargo em dezembro.

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Nova base na Lua

De acordo com Isaacman, a meta agora é produzir uma infraestrutura que suporte operações sustentadas na superfície lunar.

A estação Lunar Gateway, em grande parte já construída, foi projetada para ser uma estação espacial estacionada na órbita da Lua. Ela é o resultado de trabalhos Northrop Grumman e Vantor, antiga Maxar.

base da Nasana lua
Conceito artístico da fase 3 da base da Nasa na Lua | Foto: Nasa

Reaproveitar a nave para uma base na superfície lunar não é simples, mas o dirigente está otimista. “Apesar de alguns dos desafios reais de hardware e cronograma, podemos reutilizar equipamentos e compromissos de parceiros internacionais para apoiar a superfície e outros objetivos do programa”, disse Isaacman.

O Japão, o Canadá e a Agência Espacial Europeia concordaram fornecer componentes para a estação orbital e agora encaram um futuro incerto.

Os planos para a base lunar incluíam o objetivo de enviar mais módulos de pouso robóticos, implantar uma frota de drones e lançar as bases para o uso de energia nuclear na superfície lunar nos próximos anos.

A Nasa também divulgou planos para uma missão com uma espaçonave nuclear para Marte antes do fim de 2028. Segundo a agência, o objetivo é demonstrar a propulsão nuclear elétrica avançada no espaço profundo. Ao chegar ao planeta vizinho, a espaço-nave lançará helicópteros para explorar Marte.

Programa Artemis

Ainda nesta terça-feira, Isaacman delineou, na abertura de um evento na sede da Nasa, em Washington, uma série de mudanças que está fazendo no principal programa lunar da agência, o Artemis. As alterações reformulam contratos no valor de bilhões de dólares.

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Artemis tem como peça central o seu programa de pouso lunar tripulado, com a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos competindo para desenvolver módulos de pouso para a Nasa. As duas empresas estão atrasadas em relação ao cronograma.

Iniciado em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, o projeto prevê missões lunares regulares. Artemis mantém viva a esperança de uma continuação das primeiras missões da Nasa à Lua no Programa Apollo, que terminou em 1972.

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