publicidade
Tecnologia

Ministério Público dá 10 dias para Telegram explicar artigo contra o PL 2630

Plataforma publicou texto com críticas ao projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados

telegram - agencia brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Telegram entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF). Na terça-feira 9, o MPF deu prazo de dez dias para a plataforma se explicar sobre a divulgação do artigo em que critica o Projeto de Lei (PL) 2630/2020, que tramita na Câmara dos Deputados.

Em nota, o MPF informa que enviou perguntas à big tech referentes a esse posicionamento. O Ministério Público quer saber, entre outros pontos, qual foi o embasamento da empresa para divulgar em seu site oficial no Brasil e enviar para os usuários do aplicativo de mensagens o texto contrário à aprovação do projeto.

Receba nossas atualizações

“Outro ponto levantado foi sobre a possibilidade do contraditório”, informa a equipe do Ministério Público. “O MPF questionou se existe possibilidade de contestação dos conteúdos publicados por interesse da plataforma, bem como se o aplicativo disponibiliza canais para manifestação de atores com posicionamentos diversos aos da empresa.”

O procurador da República Yuri Corrêa Luz, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, foi o responsável por encaminhar a notificação ao Telegram. No documento, ele questiona se as regras e as políticas de privacidade da própria plataforma permitem envios a todos usuários sobre quaisquer assuntos — além de notificações referentes à atualização do serviço.

Alvo do MPF, o Telegram afirmou, em texto divulgado nesta semana, que o PL 2630 deixa a democracia brasileira sob risco. Além disso, a big tech afirmou que a proposta pode resultar na “morte da internet moderna”. A companhia avisou ainda que poderá encerrar a sua operação no país.

Telegram fora de outros países

Telegram
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Telegram já foi bloqueado ou funciona de forma limitada em pelo menos 11 países. Na China, por exemplo, o uso do serviço é proibido. Na Rússia e na Índia, o aplicativo funciona, mas com limitações impostas pelos governos locais.

Leia também:

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Luiz Gaspar
    Luiz Gaspar

    Eu, no lugar dos dirigentes do aplicativo, fecharia as portas e deixaria este País.
    Eu não sei se De Gaulle disse ou não disse, mas a frase atribuida a ele ainda vale: “o Brasil não é um País sério”.

  2. Otário Subjugado
    Otário Subjugado

    Não precisa explicar mais nada, a própria imposição dos donos do poder já é auto-explicativo. Deixou de ser livre a manifestação de opinião. Só é permitido pelo Estado policial em que vivemos a divulgação oficial transmitida pelo governo. Precisa desenhar ??

  3. EMMC
    EMMC

    Posso tentar ajudar na explicação, pelo Princípio CONSTITUCIONAL da Legalidade que diz no Art. 5º, inciso II “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;” ou, noutras palavras, o Estado (STF/ MP/ Dino &Cia) não pode tomar nenhuma ação punitiva, administrativa ou restritiva contra o indivíduo se não houver, para tal, previsão em lei! Logo, empresa privada, pode emitir sua opinião/ interpretação sobre Projeto Legislativo, e, neste mesmo sentido, ela NÃO está obrigada a abrir qualquer canal de discussão/ oposição posto que não há Lei que a obrigue a tal. Parece que o Estado (MP inclusive) parou de aplicar a Lei e passou a adotar ideologias.

  4. Cynthia T dos Santos
    Cynthia T dos Santos

    E PRECISA explicar??? O que está acontecendo eh muito claro!! O Brasil e a nossa liberdade está em grande risco, olha aí o nível de INTIMIDAÇÃO sem a aprovação do PL, imagina depois!!!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade