Uma mudança inédita marca o cenário da Microsoft, que comunicou nesta quinta-feira, 23, a abertura de um programa de demissão voluntária para funcionários nos Estados Unidos (EUA).
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A medida contempla cerca de 7% do quadro norte-americano, de modo a alcançar mais de 8 mil profissionais de um total de 125 mil colaboradores no país. A iniciativa atinge empregados cuja soma de idade e tempo de casa atinja pelo menos 70.
Para esse grupo, a Microsoft oferece uma alternativa diante dos desafios enfrentados pelo avanço da inteligência artificial e por recentes custos elevados no setor. O programa surge depois da demissão de mais de 15 mil pessoas no ano anterior.
Microsoft fala em reconhecimento aos veteranos

A diretora de recursos humanos, Amy Coleman, afirmou em memorando que muitos desses profissionais contribuíram significativamente para a construção da história da empresa. Ela disse que a proposta busca garantir “a escolha de dar esse próximo passo, com generoso apoio da empresa”, conforme publicado pelo Financial Times.
O movimento acompanha ações de outros gigantes de tecnologia, como Amazon, Oracle e Meta. Tais companhias também realizaram cortes para ajustar suas operações diante do aumento dos investimentos em inteligência artificial. Empresas como a Block chegaram a eliminar quase metade do quadro, com a justificativa de que a IA pode substituir funções eliminadas.
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Esse cenário provoca discussões sobre o impacto da automação no emprego. Ao mesmo tempo, as ações da Microsoft registraram queda de 14% em 2026, atrás de concorrentes, enquanto investidores questionam a viabilidade dos investimentos em IA. A divulgação dos resultados trimestrais da empresa deve ocorrer na próxima semana.
Mustafa Suleyman, diretor de IA, explicou ao Financial Times que a equipe de “superinteligência” da Microsoft almeja “verdadeira autossuficiência” em relação à OpenAI. Contudo, só deve contar com a capacidade de data centers necessária para alcançar esse objetivo no fim deste ano.






































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