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Tecnologia

Julgamento de Elon Musk contra OpenAI começa nesta segunda-feira, 27

Iniciado por parte do empresário, processo acusa empresa de desviar de sua missão filantrópica e priorizar interesses financeiros

Empresário Elon Musk é dono da Tesla, da SpaceX e do Twitter/X; EUA
Empresário Elon Musk é dono da Tesla, da SpaceX e do Twitter/X | Foto: Reprodução/Flickr/TED Conference

O embate judicial entre Elon Musk e a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, ganha destaque nesta segunda-feira, 27, com o início do julgamento no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos. O processo, iniciado por parte do empresário em 2024, acusa a empresa de desviar de sua missão filantrópica e priorizar interesses financeiros.

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No primeiro dia, está prevista a seleção do júri, enquanto as apresentações iniciais das partes devem ocorrer nesta terça-feira, 28. Entre os depoentes esperados estão Elon Musk, Sam Altman, CEO da OpenAI, e Satya Nadella, CEO da Microsoft, além de outros envolvidos diretamente no caso.

As reivindicações de Musk no processo

Musk, que ajudou a fundar a OpenAI, argumenta que a instituição, sob liderança de Sam Altman e Greg Brockman, abandonou o compromisso com o benefício coletivo. Ele pede US$ 150 bilhões em indenização, valor que, segundo pessoas próximas ao processo, seria destinado ao setor filantrópico da OpenAI.

Além do ressarcimento financeiro, o empresário busca o retorno da companhia ao status de organização sem fins lucrativos. Ele também solicita a destituição de Altman e Brockman dos cargos de comando. Por fim, alega ainda ter sido excluído das decisões sobre a mudança de estrutura comercial em 2019 e diz que seu nome e investimentos — cerca de US$ 38 milhões entre 2016 e 2020 — foram usados para captar recursos.

A defesa da OpenAI e a posição da Microsoft

ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X
ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X

De outro lado, a defesa da OpenAI afirma que Musk tem interesses pessoais, já que supostamente tenta favorecer sua empresa de inteligência artificial, a xAI, criada em 2023. Os advogados sustentam que o empresário participou das discussões sobre a reestruturação e, inclusive, manifestou vontade de ser CEO.

Já a Microsoft nega envolvimento em qualquer suposta conspiração e reforça que só firmou parceria com a OpenAI depois da saída de Musk do conselho.

Leia também: “A era dos tecnocrimes”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 319 da Revista Oeste

Em nota publicada nesta segunda-feira, 27, intitulada “A verdade sobre Elon Musk e a OpenAI”, a empresa rebate as acusações. “Elon passou anos assediando a OpenAI por meio de processos infundados e ataques públicos”, afirmou a companhia. “Ele está usando seu processo para atacar a fundação sem fins lucrativos OpenAI, que é focada em trabalhos em áreas como ciências da vida e na cura de doenças para o benefício de todos.”

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