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Tecnologia

Governo negocia para estabelecer fábrica de semicondutores no Brasil

País assinou um protocolo de entendimento com empresas do setor

semicondutores
Produção de semicondutores na China ainda segue abaixo do ideal | Foto: Xinhua

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, anunciou que o governo está negociando com outros países e empresas do setor para instalar uma fábrica de semicondutores no Brasil. A declaração foi dada na quinta-feira 11, durante um encontro com empresários, no evento 5G.BR, em São Paulo.

De acordo com o ministro, os gigantes de tecnologia Intel e Samsung assinaram um memorando para a instalação de uma planta no Brasil dedicada à produção de semicondutores. O projeto deverá ter parceiros de outros países, como Japão e Finlândia.

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“Esse é o nosso objetivo. Queremos fazer uma parceria para que a gente não fique dependendo de outros países”, disse o ministro a Oeste.

Durante um painel com representantes da Finlândia, do Japão e dos Estados Unidos, Faria disse que expandir a produção para outros países é uma alternativa para que o mundo não fique dependente da tecnologia, que está concentrada na Ásia.

No entanto, o ministro destacou que o Brasil não tem mão de obra suficiente. “Temos que preparar esses profissionais e contamos com a ajuda do setor privado também” disse Faria.

Fábrica de semicondutores e 5G no Brasil

O seminário internacional discutiu as funcionalidades da quinta geração de internet móvel e os reflexos para vários setores econômicos. Segundo o governo federal, até o fim de agosto, 25 capitais brasileiras terão o serviço ativado.

O 5G começou a funcionar no Brasil em 5 de julho, em Brasília. Belo Horizonte, Porto Alegre, João Pessoa e São Paulo também já contam com a tecnologia. Goiânia, Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro devem ser as próximas capitais brasileiras a ter o serviço ativado.

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9 comentários
  1. R.F. Nobre
    R.F. Nobre

    Investir já aqui no Brasil, pois leva algum tempo para prepararmos os nossos engnheiros/técnicos. Ao invés de promover financiamentos no exterior, que tal financiar, inclusive com a ajuda da iniciativa privada, o ensino básico das escolas públicas, melhorando os salários de professores competentes (bons salários por meritocracia, e não por “apadrinhamento”).

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    ELES não querem…e se quiserem….vão vir com tecnologia super defasada…
    a TAL CEITC era uma B@stA… a tecnologia de impressão dos transistores…600 nanos.
    só servia para fazer chip de localização para orelha de vaca. LIXO!
    a tecnologia TEM de ser no MINIMO de 6 namometros que é o espaçamento entre os transistores num chip…É ISSO QUE FAZ SUA potencia de processamento.
    HOJE a tecnologia esta em 3 nanometros.
    E a UNICA EMPRESA QUE FAZ ESSAS MAQUINAS DE IMPRESSÃO DE CHIPS NAS BOLACHAS DE SILICIO é a PHILIPS da Holanda.
    CUSTA 300 milhões de dólares e demora 16 meses para ficar pronta….isso depois de aguardar outros 16 meses na fila.
    ENTÃO FICAMOS ASSIM….. NÃO AIDNATA CHORAR!
    Ou o Brasil subsidia …a compra dessa maquina e instalações que vai dar uns 2 bilhões de dolares no minimo…
    ou NÃO VEM FABRICA NENHUMA PRA CÁ.
    Só para vcs terem uma ideia…são necessárias mais de 1.500 estacas/alicerces de 27 metros de profundidade para a cosntrução de uma fábrica…NÃO PODE HAVER VIBRAÇÃO NENHUMA no processo de impressão/litografia das “bolachas”.

    eu sou a favor de se gastar essa grana….mas vai demorar 6 anos pra ficar pronta…até lá…tudo poderá estar defasado.

  3. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Quem viveu a década de 80 como meus colegas engenheiros e eu recorda com tristeza de como nossa indústria de semicondutores foi sucateada e sabotada pela corrupção interna e externa de nosso país! Nossos talentos hoje com seus 70 anos de idade foram para o Silicon Valley e outros pólos. Nossas universidades se desviaram do verdadeiro ensino de tecnologia naquela época e nunca mais retornaram a seriedade. Torçamos para que nosso ministro tenha tempo de vencer os lobbies internos e externos de nosso país que foi invadida por corruptos dos dois lados! Sid, Texas, Itautec, Nec, laboratório de Micro eletrônica da USP, etc, etc. Lá se foram 40 anos de atraso desnecessários.

  4. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Se não começarem logo, nunca sairemos deste marasmo.

  5. Jeronimo
    Jeronimo

    Tem que gerar empregos para os brasileiros. Ensinar os jovens a pescar não dar o peixe de graça. Mais se não quer trabalhar aí é outra coisa tira o peixe.

  6. Manfred Trennepohl
    Manfred Trennepohl

    É mais um passo para o nosso desenvolvimento. Preparação de mão-de-obra é papel de nossas instituições de ensino, que, embora hoje aparelhadas, doutrinando nossos adolescentes e jovens, deverão ser reestruturadas, de forma que comecem a formar profissionais capacitados para todos os setores produtivos no Brasil. O desafio é grande, mas é hora de agir. O Brasil precisa dessa mudança.

  7. Jota Dabliu
    Jota Dabliu

    Eu acho o Fabio Faria um gênio, tem ajudado muito. Mas esta concepção de que instalar uma fábrica resolve uma eventual carência de um produto é errada.
    Primeiro, não é um produto que dependa de frete, tipo petróleo, minérios, etc. Segundo, depende de uma infra estrutura, tipo a oferta da matéria prima, agua de elevadíssima pureza, etc etc.
    Melhor seria investir em fábricas no exterior, zerar tudo que é imposto, garantir fornecimento com contratos de longo prazo.
    E capacitar gente, como disse o colega aí em cima/ embaixo.
    Falei.

  8. Louis
    Louis

    Realmente, capacitação dos trabalhadores é um empecilho. Estamos em um país em que a prioridade dos jovens é funk, futebol e roda de samba. Enquanto isso, a ásia forma engenheiros aos montes.

  9. José Luiz Almeida Costa
    José Luiz Almeida Costa

    Assim como fabricar computadores era estratégico para o país na década de 80, hoje, a fabricação local de semicondutores vai além da fabricação, mas capacitar os brasileiros para o trabalho intelectual, o que deveria ser a principal ocupação das universidades.

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