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Tecnologia

Cofundador do Google defende 60 horas de trabalho presencial por semana

Desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, gigante da tecnologia tem se sentido ameaçado pelos avanços da OpenAI, apoiada pela Microsoft

Inteligência Artificial Google 60 horas
AGI gerou debate sobre a produtividade no setor de tecnologia | Foto: Reprodução/Pixabay

O cofundador do Google, Sergey Brin, recomendou aos funcionários do gigante da tecnologia trabalharem presencialmente todos os dias da semana para acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial geral (AGI).

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Em uma comunicação interna, Brin afirmou que 60 horas semanais seriam o ponto ideal de produtividade,. Ele destacou que o Google possui todos os ingredientes necessários para vencer a corrida pela AGI. As informações foram obtidas pelo The New York Times.

A declaração não altera oficialmente a política híbrida de trabalho do Google. Mesmo assim, ela reflete sua visão sobre a urgência do momento. A competição com OpenAI, Microsoft e Meta forçou o Google a revisar sua estratégia e a lançar atualizações constantes de sua IA Gemini, relata o elEconomista. Brin, além disso, criticou os funcionários que fazem apenas o mínimo e alertou sobre os riscos do esgotamento no trabalho.

A busca pela AGI gerou um debate sobre a produtividade no setor de tecnologia. Mais do que apenas uma possibilidade, Brin vê a AGI como uma necessidade urgente. A questão levantada é que essas 60 horas impulsionam realmente a inovação ou se, ao contrário, podem desgastar as equipes. Ainda mais em um dos momentos mais importantes da história tecnológica.

Desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, o Google tem se sentido ameaçado pelos avanços da OpenAI, apoiada pela Microsoft. Com isso, a empresa perdeu sua liderança na área de inteligência artificial (IA).

Para reverter essa situação, Brin tem se envolvido ativamente, trabalhando junto de engenheiros da Google DeepMind e revisando pessoalmente códigos. Para ele, se o Google quer vencer a corrida pela AGI, o compromisso dos funcionários deve ser absoluto.

A história da tecnologia, porém, tem mostrado que a criatividade nem sempre surge do esgotamento, ressalta o elEconomista. O portal afirma que a criatividade tem vindo em grande parte da combinação de talento, ferramentas adequadas e tempo para reflexão.

“A proposta de Brin de exigir presença diária na oficina contrasta com a tendência de trabalho híbrido adotada por muitas empresas depois da pandemia”, ressalta o portal.

Insatisfação do Google

O Google ainda mantém uma política oficial de três dias presenciais por semana. Brin, porém, quer um retorno ao modelo tradicional de trabalho. O elEconomista, no entanto, questiona essa posição, ao lembrar que a ciência do desempenho humano sugere que a produtividade diminui drasticamente depois de 50 horas semanais.

“O cansaço pode resultar em mais erros do que avanços”, acrescenta o texto do portal. “Além disso, o desgaste pode levar a uma fuga de talentos, o que seria um problema especialmente crítico para o Google, que precisa dos melhores engenheiros para superar seus concorrentes.”

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Empresas como Amazon, JPMorgan Chase e Goldman Sachs, no entanto, também têm a mesma preocupação de Brin. Endureceram suas políticas para incentivar o retorno total aos escritórios. No entanto, muitos funcionários preferem o teletrabalho, que, segundo eles, proporciona maior eficiência e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

O memorando de Brin demonstra claramente que o Google não está satisfeito com o desempenho atual e busca maximizar a velocidade de desenvolvimento. Em um cenário de intensa guerra tecnológica, a pressão por resultados nunca foi tão grande.

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1 comentário
  1. Hermínio Áureo de Queiroz Neto
    Hermínio Áureo de Queiroz Neto

    Trabalho com TI e posso confirmar que, por ser uma atividades puramente intelectual, quando a pessoa está cansada mentalmente, a produtividade diminui muito. É normal trabalharmos 12 horas por dia em algumas situações, mas transformar isso no padrão acho um tiro no pé.

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